Resenhada: A Rebelde do Deserto – Alwyn Hamilton

canva-photo-editor (50)

Que não é fácil ser mulher no mundo é fato, mas A Rebelde Do Deserto vai te mostrar que ser mulher em Miraji é insanidade.

Amani Al’Hiza é uma menina pobre e órfã do deserto de Miraji, uma garota de dezesseis anos, atiradora talentosa, que não consegue escapar da Vila da Poeira sozinha. Uma cidadezinha no último condado que lhe oferece um futuro com casamento arranjado e uma vida submissa junto ao seu novo “dono”. Para ela, ir embora deixou de ser um desejo e se tornou propósito de vida.

canva-photo-editor (52)
Após a morte de seu padrasto e sua mãe, Amani foi morar com seu tio desprezível,  suas mulheres, e as diversas filhas, tudo para não ter um fim como de seus pais. Após a morte de sua mãe, ela sonhava acordada com Izman, a capital onde poderia encontrar sua tia e tentar ter uma vida diferente do que aquela que tinha na Vila da Poeira.
Para isso, Amani precisaria de dinheiro, e já que tinha uma boa mira, decidiu se vestir de menino e ir para a cidade vizinha na calada da noite para participar de um concurso de tiro.
O que Amani não sabia é que lá conheceria Jin, um forasteiro procurado pelo Exército do Sultão, acusado de ser um traidor. Com isso, ela acaba também se tornando um alvo em movimento, já que consegue deixar sua cidade para descobrir o deserto e seus mistérios junto ao forasteiro Jin.

canva-photo-editor (53)

A Rebelde do Deserto se trata de um livro que inicialmente me chamou a atenção pela capa – não nego! rs
Quando comprei achei que a história tinha grandes chances de ser fraca e eu cai literalmente do cavalo, já que ela foi crescendo e agora estou órfã de leitura, querendo o próximo volume!
A personagem é totalmente decidida, que luta pela igualdade, pela sua liberdade, e seus ideais. É o tipo de leitura que me chama a atenção, e não havia colocado fé alguma na leitura até descobrir como Amani poderia ser “badass” no decorrer da história.

No começo achei o livro um pouco travado, confuso, já que haviam várias cidades com nomes estranhos, os personagens também possuem nomes estranhos e alguns são parecidos. Fiquei confusa e até um pouco broxada – até a parte que o seres místicos começaram a aparecer. Da metade para o final do livro é um pulo, já que ele te prende e tudo o que poderia ser inimaginável acontece assim em 3, 2, 1.

Achei incrível o fato de diversos personagens masculinos levantarem a bandeira da igualdade de gêneros no livro. Ainda mais um deles sendo do alto escalão e sendo uma pessoa que pode fazer diferença na história não só da personagem, mas sim de todas as personagem femininas da trama.

canva-photo-editor (54)

Não havia lido nada da Alwyn Hamilton, mas fiquei muito contente com a primeira leitura. Realmente satisfeita com a escrita fluída, com a riqueza de detalhes, a mensagem sútil, porém direta que foi escrita. A Rebelde do Deserto foi sua estréia como autora, e o título foi indicado como Melhor Estréia de Autor no GoodReads Choice Awards.
E apesar da autora ser um fenômeno, fui rabuda o suficiente para comprar meu exemplar durante a Bienal do ano passado (não tenho certeza, mas acho que foi 2018), e junto com ele ter um poster com uma ilustração da Amani e autografado pela autora. Vou deixar umas fotinhos para recordação dessa surpresinha! ❤

No geral a tradução e revisão do texto foi bem feita, prezando sempre os detalhes e os nomes reais dados pela autora. Não encontrei erros gramaticais ou qualquer coisa desconfortável durante a leitura. Se trata de uma leitura leve, e a diagramação faz com que o andamento seja mais instintivo ainda. Sou suspeita para falar, mas normalmente as revisões da Editora Seguinte são 10 / 10 rainha sem defeitos né?
*Alou Seguinte, patrocina a genteney!*

O desfecho do livro é bem surpreendente, cheio de aventura, descobertas, e não é nada premeditado. Gostei muito pois todas as ideias que eu tinha de final, e toda a visão que eu tinha da história caiu por terra. Foi uma surpresa muito boa, e realmente me deixou com muita vontade de conhecer mais as histórias de Amani, Jin, e os djinnis.

“O deserto faz parte de mim”

canva-photo-editor (58)

Gostou da resenha de “A Rebelde Do Deserto”?
Não esquece de curtir, comentar e fortalecer o trabalho da amiguinha! =)

Ta afim de comprar?
Só clicar no nome do título que tem interesse:

A Rebelde do Deserto

E não me esquece nas redes-sociais! =]

Instagram: @lulisproject
Facebook: /lulisproject

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s