Feliz 2020! Com #MLV2020!

Oieeee, eu voltei! Feliz ano novo!

E junto com esse novo ano, estou trazendo uma novidade para o blog!
Durante o ano de 2020, vou produzir alguns vídeos para o meu canal no youtube, espero que gostem! =)

O primeiro foi enviado ontem, já viu?
Nele falei sobre a Maratona Literária de Verão 2020 (MLV2020), organizada pelo Victor do canal Geek Freak.
Falei um pouquinho sobre como vai funcionar, os prazos e as minhas leituras. =)

Não esquece de compartilhar, comentar, deixar seu like e se inscrever no canal!
Parece bastante coisa né? Mas juro que é fácil! hahaha

E não me esquece nas redes-sociais! =]

Instagram: @lulisproject
Facebook: /lulisproject

 

 

Só um pornô para vovós: Minha saga com 50 tons.

Dias atrás, entrei novamente em uma discussão sobre Cinquenta Tons de Cinza.
Tudo começou com alguém falando sobre o tema e que o título merecia ser chamado de “pornô para vovós”. Coisa que já ouvi de muita gente, e que sempre contesto assim que possível.
Encontrando a brecha para uma  contestação, expliquei meu ponto de vista sobre o assunto: Grey não é “doido” sem motivo.
Cinquenta Tons de Cinza, Mais Escuros e De Liberdade não abordam apenas o sadomasoquismo e o controle de um poderoso sobre uma menina sem malícia. A trilogia, sem dúvida, vai além disso e só entende a mensagem quem vai além da história, e busca uma reflexão diferenciada da análise mastigada da mídia.

A história aborda temas como prostituição, abandono infantil, adoção, e introdução ao sadomasoquismo. A predominância da história é o romance erótico, sem dúvida. Mas isso não deixa de lado as questões psicológicas no qual o Grey se envolve.
Para quem não sabe (ou não leu a história) Grey era filho de uma prostituta, ela era dependente química e vivia sofrendo agressões do cafetão na frente dele. Ele passava fome, apanhava (também do cafetão), e sofreu por boa parte de sua infância.
Desde que foi arrancado dos braços da mãe morta por overdose, ele ficou traumatizado e com isso passou a ter dificuldades para se comunicar. Ele voltou a falar só após a adoção da irmã mais nova que trouxe cor à casa da família.

Confesso que lendo a trilogia pela primeira vez achei que Christian era o típico cara maluco, que vivia chicoteando a Ana no ‘quarto vermelho da dor’. E cheguei até a pensar que mulheres que gostavam do livro eram loucas. But, WAIT! Não é bem assim..
Nós sentimos na pele o sacrifício de Grey apenas no primeiro livro que é escrito com sua visão. Muita coisa ficou clara para mim à partir do momento que comecei a ver as inseguranças dele e entender como a cabeça dele funcionava perto da Ana.
Ele NUNCA soube o que era o amor. Ele se assustou assim que sentiu aquilo. Esse é um dos motivos do conflito emocional dele durante todo o primeiro livro. Por isso o controle dele sobre a Ana.
A partir do momento que ele começa a entender o que sente, ele abre espaço para a coitada respirar e o livro vira realmente uma história de romance. Onde ele faz de tudo para defender sua garota dos perigos de sua vida luxuosa.

Óbvio, não tem como falar que o livro é uma obra-prima, e o melhor romance da vida. Nem de longe!  Só vejo Cinquenta Tons como uma história sofrendo com o tabu. Sadomasoquismo é uma palavra forte, que poucos entendem. Se você procura uma lição de como dar prazer à uma mulher e ao mesmo tempo dar umas bofetadas nela, acho bom começar por ele. Confesso que me animei com as idéias do Grey!
Ele induz você ao mundo da luxúria e dos pecados. E ao mesmo tempo se mostra um lobo solitário, à procura de algo que ele não sabe o que é. Até que da de cara com essa coisa em seu escritório, caindo aos seus pés. Por isso a mulherada curtiu tanto.

Esse é mais um desabafo sobre como me sinto quando escuto as pessoas falando mal de uma história que não é tão ruim assim. Se informe antes de opinar sobre o assunto. O buraco é bem mais embaixo e não se dê por convencido apenas por ler as páginas de sacanagem. Defendo sim a tese de que Cinquenta Tons de Cinza caiu na boca da mulherada pelo desejo reprimido dentro de quatro paredes. E talvez tenha caído no desgosto dos homens por simples insegurança e falta de informação.

E um recadinho para aqueles que assistiram apenas o filme: Ele não conta nem metade do que acontece no livro. Ele é a encenação das partes mais marcantes do livro. E foi feito único e exclusivamente para as (os) amantes da trilogia. Foi feito para realmente ilustrar os melhores momentos. E ao meu ver foi a melhor adaptação nesse sentido. A trilha sonora do filme é ABSOLUTAMENTE MARAVILHOSA e casou perfeitamente com o clima que a história proporciona.

Enquanto procuro por mais argumentos para um diálogo saudável quanto à este tema, você pode ler os livros, ver minha resenha de Grey clicando aqui, e vendo o filme né?
Se você já conhece a história, deixa um comentário! 🙂

xoxo;