Resenha – Soul Rebel: Reviravolta | Kimberly Mascarenhas

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Confesso que no começo a leitura me deixou bem animada, mas no meio da história me deu uma sensação de “para de ler isso, que você vai passar nervoso”.
Não abandonei, e consegui terminá-lo em uma noite. Não me arrependi da maratona e confesso que o final me surpreendeu muito, e deixa um gancho enorme para uma continuação.

Soul Rebel é narrado em primeira pessoa e possuí duas partes. A primeira é focada em Cassidy, uma menina que vive em um colégio católico e vive fugindo com sua parceira Claire. A segunda parte é dividida entre Cassy e Maison, um rapaz barra pesada que você sempre vai ter uma pulguinha atrás da orelha.

Cassidy é uma jovem bem festeira, que vive fugindo e correndo riscos em festas “proibidas” junto com Claire. Mas em uma dessas escapulidas, quando ela volta ao colégio, recebe a notícia do falecimento de sua mãe que estava internada em um hospital psiquiátrico. Cassy não tem nenhum tipo de contato com seu pai, e se vê sozinha sem parentes próximos para lhe acolher neste momento.

Cassy é retirada do colégio por Deborah – uma velha amiga de sua mãe – que deixou clara suas boas intenções em ajudar diante da dificuldade da perda. Deborah luta pela guarda de Cassy, mas tudo fica mais difícil de ser resolvido com seu filho Mason por perto.
Mason não aceita o fato de Cassy estar em sua casa, e acaba estabelecendo limites rígidos de contato com a garota.

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Cassidy acaba passando por situações extremamente perigosas e traumatizantes após a saída do colégio, e como consequência essas situações acabam quebrando os limites estabelecidos por Mason. Após tudo isso Mason e Cassidy acabam se tornando “íntimos” (hmmmm, danadjenhos) e começam a se tolerar.

Soul Rebel é um livro que me fez criar expectativas no começo, mas vários furos apareceram e deixaram a história a desejar.
O fato de Deborah aparecer do nada e não ter um passado contado deixou uma parte muito vaga na história. Não se sabe se ela é do bem ou do mal, e se ela planeja algo além do que realmente parece para Cassy.
Deborah tem uma breve história contada, mas é um personagem que poderia trazer muitos detalhes para a história. Poderia ser um gancho bem explorado dentro do livro para a família de Cassy – que deveria ter mais presença durante o desfecho, ou mesmo introdução da história.
O tempo com que as coisas acontecem também é absurdamente rápido e você não consegue digerir os acontecimentos. A única coisa que deu tempo de digerir foi meu ódio pelo Mason e o passado dele!

Cassy é um personagem totalmente deslumbrado, que não se revolta pelas coisas que acontecem. Não se questiona sobre o desdobramento de não ter ido ao enterro de sua mãe, ou o afastamento de seu pai – e o fato de nunca aparecer – ou talvez o motivo de Deborah estar “presente demais”.
É um personagem raso, que tinha tudo para crescer mas não houve investimento por parte da autora.

Como toda história romântica “Mexicanizada”, Cassy tem que lidar com Alexia, (ex de Mason) que ressurge das cinzas com mil e um argumentos de amor.
Quem me conhece sabe que ODEIO histórias com ex namorada como cenário. Isso vitimiza demais o personagem e me broxa instantaneamente com a leitura. Fora que se trata de um cenário totalmente raso para se explorar, você continua a leitura mais pelo barraco do que pela história em si.

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O final mudou minha perspectiva em relação ao livro, pois foi totalmente blow my mind e deu um desfecho bem bacana para a história – por mais que tenha a abençoada da ex namorada no meio. E o gancho que deixaram para uma continuação é GIGANTE. Inclusive, esse ano (2018) saiu a continuação “Retaliação”, que fiquei bem curiosa para ler, mas não é prioridade na wishlist, rs.

Quanto a diagramação e revisão a editora caprichou, e a capa chama muita atenção. As cores utilizadas são lindas, a arte no geral teve um cuidado generoso. Pena que a história não foi tããããão cuidada assim. Mas vale a pena por ser uma leitura rápida, e também adulta.

Nota: 6,5 / 10
Não chegou no 7 pelos furos na história. =(

Esta resenha também foi publicada no blog Estante Seletiva, e você pode encontra-la clicando aqui!

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Resenhada – Mary E. Pearson – The Kiss Of Deception!

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Lia é a Primeira Filha da Casa Real do Reino de Morringhan. Desde cedo foi doutrinada para seguir uma série de tradições e deveres. Um desses “deveres” seria se casar com o príncipe de Dalbreck – onde seu pai (Rei de Morringhan) tinha como presunção uma aliança para preservar seu reino de uma guerra.
Após assinatura de papéis, a princesa Lia foge de Morringhan e abandona o príncipe – e noivo – de Dalbreck no altar. Causando um grande desconforto entre os reinos – e o quase infarto do rei de Morringhan. Com isso, ela planta um alvo em suas costas, onde sua cabeça é o prêmio mais valioso!
Lia muda de cidade com sua fiel escudeira Pauline, mas sem saber que independente de onde ela vá, todos estão de olhos nela.

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The Kiss Of Deception esta como o melhor livro que eu li no ano de 2017. Talvez eu tenha criado um hype muito alto lendo algumas resenhas onde ele foi ovacionado, e também pela arte da capa (convenhamos, essa capa é M A R A V I L H O S A ), que a Darkside caprichou e manteve como original de lançamento.
Quando comprei este livro, comprei o primeiro e segundo volumes juntos, e posso afirmar que as capas são tão maravilhosas quanto a história. Os detalhes e o cuidado que a Darkside teve com todos os volumes da série são impressionantes!
Sempre que penso em LIVRO DE VERDADE, penso na série The Kiss Of Deception: capa dura, fita de cetim para marcar as páginas, diagramação certeira, peso perfeito, mapa interno para visualização da história, e detalhes de ilustrações na troca de capítulos.

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Não encontrei erros de digitação no primeiro volume, isso comprova ainda mais o capricho e cuidado que a Darkside teve com o volume.
Em alguns capítulos existem trechos dos “Últimos Testemunhos de Gaudrel”, escrita dos “antigos” da trama, onde você começa a encaixar diversas peças do quebra-cabeça dos reinos. A obra foi muito bem elaborada, Mary não deixou a desejar!

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O enredo é envolvendo, e os personagens são marcantes.
Kaden e Rafe são personagens enigmáticos, e que te pregam peças como se você fosse Lia. Diversas vezes me peguei com dúvidas de quem seria o assassino e quem seria o príncipe nessa história.

O emponderamento feminino é bem desenhado na trama, e a força feminina faz com que a história te envolva com uma mistura de alegria e orgulho.
O fato de Lia buscar sua liberdade e uma pessoa que realmente a ame pelo que ela é (e não por um punhado de papéis e por um porto), faz com que o romance também tenha seu espaço bem marcado.

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Rico em detalhes, drama, aventura, fantasia, e romance na medida certa.
The Kiss Of Deception não me decepcionou e deixou um gostinho de quero mais.
Já terminei o segundo e terceiro volumes da trilogia, e em breve volto para contar mais sobre o destino de Lia, Kaden, e Rafe!

Nota: 10 / 10 – FAVORITEI! 

Gostou da resenha de The Kiss Of Deception?
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Esta resenha foi originalmente criada para o blog Estante Seletiva, você pode clicar aqui para ler a versão original!

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Resenhada retorna com: Austin Kleon – Mostre Seu Trabalho!

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Depois de alguns meses eu finalmente voltei para minha terra! hahaha

Fiquei sumida por motivos de: TRABALHO, TRABALHO, TRABALHO, TRABALHO!
Para quem não sabe, trabalho com Produção. E a vida dentro de uma agência (ou algumas) não é nada fácil! Mas em outro momento eu conto os detalhes aqui no blog, porque hoje o papo é outro!

Estou participando de uma TAG literária maravilhosa chamada: Infinistante!
A Tag foi criada com a parceria da Mel (Serendipity), Lominha (Sernaiotto), e Maki (Desancorando).
Descobri o Infinistante através da linda da Mel, e já que acompanho o trabalho dela faz lá seus 5 anos, nada mais junto do que participar deste projeto lindo! =]

Sei que estou totalmente fora do prazo de publicar a resenha (que terminou no dia 28/02), mas o livro é tão incrível, o projeto é tão bacana, que não posso deixar isso aqui guardado comigo.
Juro que vou me programar melhor para os próximos posts relacionados a TAG, para seguir as regras direitinho! ❤

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Quem me conhece sabe que tenho uma árvore genealógica de inspirações, e o Austin Kleon está claramente nela. Quem acompanha o blog provavelmente sabe que eu já fiz resenhas dos primeiros livros dele “Roube Como um Artista” e “Roube Como Um Artista – O Diário”. Quem ainda não leu, mas quer ler, pode clicar aqui, e aqui! =]

Em seu primeiro livro, Austin Kleon aborda o tema do roubo criativo. Ele te ensina em 10 capítulos a fazer um roubo de artista, e passa dicas sobre criatividade.
Considero o “Roube Como um Artista” o meu livro favorito, e que fica sempre na cabeceira da cama, na escrivaninha, ou em lugares de fácil acesso. Pois se trata de uma fonte incrível de inspiração, e deixa bem direto e claro quais caminhos devemos seguir para manter a produtividade e não cair na procrastinação.

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Em “Mostre Seu Trabalho!”, o autor fala como mostrar seu trabalho de forma clara, sem poluição, e sem medo. Pois muitos artistas ainda possuem uma dificuldade enorme em “se vender” e cobrar por aquilo que cria.
O livro possui imagens, desenhos, frases chamativas, que tornam a leitura em algo extremamente leve, e de fácil entendimento.

Como sempre, o Austin deixou a sementinha do bem plantada na minha mente.
Como criativa, ainda tenho muita dificuldade em mostrar o meu trabalho, em parte por vergonha, e parte por aceitação. Alguns amigos sabem que faço ilustrações, mas ninguém nunca vê – por pura vergonha minha em mostrar. hahaha
Muitas pessoas sabem que tenho o blog, mas muitas vezes não passo o link com vergonha do meu conteúdo, ou também com medo do que as pessoas irão pensar sobre minhas palavras.
O Austin deixou claro em seu livro que “quem não é visto, não é lembrado”, e para ser lembrado, você precisa mostrar seu processo de criação, não só o conteúdo final.

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Ele explica como é o processo para se promover sem virar um “spam humano”, como reagir aos trolls e não alimenta-los, como se livrar dos “vampiros de energia”, entre milhares de outras lições. Existem os tópicos complexos, e também as dicas simples (mas que muita gente não segue), como por exemplo: Use corretor nas escritas.
E claro, todas as lições de Austin contém um embasamento e fundamento explicado por trás. Ele cita pessoas, obras, momentos, e lugares. Tudo que é falado no livro tem um porque de estar ali, e uma pessoa que colaborou para que o título tivesse base e sentido.

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Sou mega suspeita para falar, mas o livro é incrível!
Se eu pudesse, presentearia cada um dos amigos criativos com um exemplar da obra. Não só de “Mostre Seu Trabalho!”, mas também de “Roube Como Um Artista”.

Nota: 10/10.

Conheça o trabalho de Austin!

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Tag Literária:
Fevereiro – Mostre Seu Trabalho – Austin Kleon CHECK!

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Resenhada: Ninguém Vira Adulto De Verdade – Sarah Andersen

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Autor:
Sarah Andersen
Número de páginas: 120
Editora: Seguinte
Ano de publicação: 2016

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“Você se considera um diferentão? 
Adora fazer networking para crescer na carreira profissional?
Esta empolgado com os novos desafios da vida adulta?
CREDO, SAI DAQUI!”

Este livro é para o resto de nós. As tirinhas certeiras de Sarah Andersen, que já contam com mais de 1 milhão de fãs no Facebook, registram lindos fins de semana passados de pernas pro ar na internet, a agonia de andar de mãos dadas com alguém de que estamos a fim (e se os dedos ficarem suados?!), a longa espera diária para chegar em casa e vestir o pijama e a eterna dúvida de quando, exatamente, a vida adulta começa.
Em outras palavras, este livro é sobre as estranhezas e peculiaridades de ser um jovem adulto na vida moderna.
A sinceridade com que Sarah Andersen lida com temas como autoestima, timidez, relacionamentos e a frequência com que lavamos o sutiã torna impossível não se identificar com estes quadrinhos hilários e carismáticos.”

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Não me lembro quando exatamente comecei a ler os quadrinhos de Sarah Scribbles na internet. Talvez em meados de 2015. Mas só no final do ano passado comecei a dar uma atenção especial ao trabalho dela e a me reconhecer verdadeiramente em alguns quadrinhos.

Ganhei no Natal o livro dela em português: “Ninguém Vira Adulto De Verdade” e a única coisa que eu falo é: COMPREM!
Eu li todo o livro em mais ou menos 1h e eu tive crise de risos no meio da leitura!
Juro que já quero ler uma segunda vez, para marcar os melhores com post-it e abrir sempre que eu estiver triste ou meio decepcionada com a vida!

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Sarah começou a publicar suas tirinhas em 2013 no Tumblr, depois migrou para outras redes sociais e em 2016 acabou lançando seu primeiro livro: “Adulthood is a Myth”.

Ela fala de assusto rotineiros como depilar as pernas, saber qual blusa você esqueceu de colocar para lavar e o fato de perder calcinhas na época do “mar vermelho”.
O livro aborda diversos assuntos, mas diretamente ligados ao cotidiano feminino. E deixa bem claro que ser mulher é um desafio extra na sociedade.

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 O primeiro livro da Sarah é um conjunto de delicadeza e criatividade em detalhes, onde ela proporciona ao leitor a experiência real em quadrinhos com bichinhos fofos!
Além de tratar tudo com muito humor, ela aborda outros assuntos interessantes como ansiedade, feminismo, e bullying.

Minha dica é: Você tem uma irmã ou prima de uns 14/15 anos fazendo aniversário?
Dê a ela um presente maneiro que vai ajudar super nessa fase de amadurecimento.
Acho que é uma ótima forma de mostrar a ela que todas as mulheres passam pelos mesmos ciclos e sofrem com as mesmas coisas.

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Você pode ver mais quadrinhos da Sarah no Facebook clicando aqui.
E também pode comprar o livro dela clicando aqui e aqui!

Nota: 10,0!

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Resenhada – Precisamos falar sobre Valente, do Vitor Cafaggi

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Você já ouviu falar do Vitor Cafaggi? Não? Pois deveria!
Ele tem incontáveis trabalhos que incluem Turma da Mônica – Laços (da Graphic MSP, que você pode ler minha resenha clicando aqui) e seu novo trabalho, que tive o prazer de ler no aplicativo da Social Comics – e que terá resenha aqui em breve – Duo.tone.
Ele tem também em seu currículo o Valente, quadrinho sobre um cachorrinho adolescente encantador e que te fisga pelo coração (ou pelo estômago, como ele costuma dizer). ❤

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Valente tem uma amiga macaquinha chamada Bu, gosta de RPG, de estar com os amigos, e não dispensa um sanduíche de rosbife! Um eterno apaixonado, resumidamente.
Parece meio infantiloide, mas a trama narra a vida de um personagem de 17 anos, no ápice dos hormônios e das descobertas da vida.
Com ele e a Bu eu aprendi que a comida é nossa melhor amiga na época da fossa! Nada como comer um “rodízio” de empadinhas quando se esta triste. Quando se esta feliz você também pode comer, mas ai você come só uma pra acompanhar a Dama. rs

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O Dudu (sim, o Dudu, aquele do Dudsplay) leu, e eu lembro que na época ele devorou os quadrinhos! Se não me falha a memória, ele leu dois em uma sentada só, e chegou a me ligar para tagarelar como a história era boa e como ele se identificou com o personagem!
Valente é um rapazote muito charmoso, e que não andava lá nos melhores dias de vida. Sabe quando esta tudo parado e nada acontece? Era assim que ele estava.
Até que ele conhece Dama, uma gatinha bem charmosa e que rouba sua atenção e desencadeia uma sequência de acontecimentos e sentimentos na vida do Valente. E olha.. Só lendo mesmo pra ter uma noção de tudo o que acontece na vida dele.

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Valente tem um tom brincalhão mas que aborda todas aquelas situações que nós quando jovens já vivenciamos. E é muito legal ver a forma como ele reage na ida para a faculdade. Como ele se adapta na nova rotina e como ele reage as novas possibilidades.
E ainda mostra como é frustrante quando nossa expectativas não são correspondidas. Não só no amor, mas na vida no geral.

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Todos os quadrinhos foram publicados pela editora Panini Comics, entre os anos de 2013 e 2014. A quantidade de páginas varia de 70 a 100 páginas, dependendo do volume. E a diagramação é bem divertida e proporciona uma leitura rápida e gostosa.

Vou tentar contar um pouquinho de todos os quadrinhos sem dar spoiler ok?

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Valente Para Sempre é a introdução ao mundo do personagem. Lá você conhece a Dama, a Bu, os melhores amigos e fiéis parceiros do RPG e a irmãzinha dele (que é uma fofaaaaaaaaaa).
Nota: 9,0
– Porque tem uma personagem que eu odeio MUITO.

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Valente para Todas já fala sobre a decepção do Valente com a vida amorosa e como ela pode dar reviravoltas incríveis. Vale dizer que, se em um dia muita coisa acontece, imagina em 6 meses?
Nota: 9,0
– Porque passei a odiar MUITO outro personagem. hahaha Sério.

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Valente por Opção mostra a vida de Valente depois de um triângulo amoroso que descambou para o desastre. Como ele lidou com os erros e quais as lições que ele pode usar na faculdade. Confesso que esse volume envolve muito churrasco e me arrancou MUITAS risadas.
Nota: 9,5
– Porque ele sofre muito, coitado!

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Valente Para O Que Der E Vier é uma reflexão do personagem sobre os erros e acertos. E a conclusão de que precisamos ser apenas nós mesmos para impressionar alguém. Se eu tivesse que escolher uma única palavra para descrever o “desfecho” de Valente, seria INCRÍVEL. A delicadeza com que ele fala, a inocência (apesar da idade do personagem), as vontades e o jeitinho ganharam totalmente meu coração.
Nota: 10,0

A arte é linda, os diálogos bem feitos, você não consegue cansar da leitura.
Li todos os volumes em 4 dias, e de segunda a quinta tive ótimas companhias na ida e na volta do trabalho. Obrigada Vitor! =]

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E de quebra, no fim de cada volume de Valente você pode ver a Galeria de Convidados. Onde você encontra diversas ilustrações de amigos e admiradores do Vitor (e do Valente, é claro!).

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E só pra finalizar, você pode tentar comprar os quadrinhos de Valente clicando aqui, aqui e aqui.
Infelizmente não encontrei nenhum site online que tivesse o primeiro volume em estoque. Assim que mudarem esse cenário eu atualizo o post! =]

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Resenhada: Roube Como Um Artista – O Diário

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Autor: 
Austin Kleon
Número de páginas: 224
Editora: Rocco
Ano de publicação: 2015

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Sempre fui uma pessoa criativa, sempre gostei de estimular minha criatividade e usa-la em coisas aleatórias. Mas depois que conheci Austin Kleon (sim, aquele do Roube Como Um Artista) eu acabei virando uma cleptomaníaca criativa. Vivo com um caderninho na bolsa, e com a câmera do celular à postos. Pronta para roubar alguma coisa das ruas de São Paulo ou anotar algo que ouvi alguém falando no ônibus.
Devo tudo isso ao Austin. Um designer que me inspira muito, e já virou membro da minha árvore genealógica de pessoas inspiradoras.

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A algum tempo ele lançou mais um livro e a editora Rocco não perdeu tempo e publicou aqui no Brasil com o nome de: Roube Como Um Artista – O Diário.
O livro consiste em uma série de exercícios para a criatividade e que ajudam a matar o tempo.
Ele incentiva o leitor a praticar a observação sobre ele mesmo, sobre o mundo ao seu redor e as coisas que acontecem no cotidiano. E assim, tendo os exercícios prontos na sua mão, não tem desculpa para não faze-los e exercitar a criatividade.

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Como sou apaixonada por Design e coisas criativas, acabei me apaixonando pelo trabalho do Austin e pela forma como ele lida com as formas de criar. E Roube Como Um Artista – O Diário lista diversas tarefas, desde aquilo que te assusta, até fazer um voto de silêncio por dia – que parece ser bem fácil – e te instiga a ser mais produtivo durante o dia.
Eu ganhei o meu e fiquei bastante tempo sem abrir ele, mas agora comecei a fazer minhas tarefas e estou super animada com o resultado. Queria compartilhar com vocês essa nova atividade! ❤

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Se você ainda não viu, eu já publiquei aqui no blog uma lista com as coisas que aprendi com Austin Kleon. Você pode ver essa publicação clicando aqui.

Caso você tenha se interessado nos exercícios, você pode comprar o livro clicando aqui.

Indico para todos os públicos, principalmente os amantes de papel e coisinhas criativas! ❤

Nota: 10/10

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Resenhada: Combão Saga A Rainha Vermelha – Victoria Aveyard

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Nota: Primeiramente, gostaria de pedir desculpas pela falta de posts no blog. E segundo, falar que demorei realmente um tempão para fazer este post sem muitos spoilers e com um conteúdo de qualidade dentro de minhas limitações. Um conteúdo completo e que deixasse meus leitores com vontade de ler a série. Espero que gostem, foi feito com carinho e cuidado! 🙂

 



A Rainha Vermelha

“O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado.
Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.
Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?
Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe – e Mare contra seu próprio coração.”

Autor: Victoria Aveyard
Número de páginas: 414
Editora: Seguinte
Ano de publicação: 2015

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A Rainha Vermelha é um livro difícil no começo. Confesso que quando li, achei o início da leitura bem entediante e sofrido demais. Mas a protagonista faz questão de mudar sua visão com o decorrer da história.
Mare Barrow é uma menina de Falapitas que rouba para poder viver junto com sua família, e sofre com a ida de seus irmãos para a linha de frente da guerra.
Mare vive em um mundo onde a separação vem de sangue. Vermelhos e prateados são protagonistas de uma história que aborda diversos temas. Entre eles: abuso de poder, a segregação racial e também uma guerra civil prestes a explodir.
A trama consegue casar todos os problemas sociais com um triângulo amoroso e superpoderes. Eu nunca li uma história tão completa assim!
A autora encontrou sua galinha dos ovos de ouro escrevendo sua história…
Obs.: Primeiro livro publicado da Victoria é A Rainha Vermelha.

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A obra gira em torno de uma sociedade monarca, onde os reis e nobres que governam o país possuem o sangue prata. Aquele que os define socialmente e também como seres especiais. Os prateados são donos de poderes peculiares, cada um definido pelo ramo de sua casa. Eles são conhecidos como descendentes de Deuses, já que com poderes eles podem manipular o fogo, a água, o ar e as plantas.
Eles são fortes e temidos por aqueles que não possuem poderes: Os vermelhos.
Que são tratados direta ou indiretamente como servos dos prateados.
Sempre à serviço deles, os vermelhos não possuem força ou estudo para se rebelar contra a perversidade de seus governantes.
Até que Mare Barrow aparece em um estilhaço de raios roxos e amarelos.

O livro é eletrizante, e quando pega o rumo, você não consegue largar.
Mare é uma mistura de Katniss com Elsa e você fica meio perdida nessa mistura. Mas deu tão certo que acabou virando um dos favoritos na minha estante.
A trama envolve questões políticas, fantasia e romance. Pouquíssimo romance para quem acha que é um livro infanto juvenil fraquinho, rodeado de corações e passarinhos voando.
Muito pelo contrário, o cenário é de guerra. Alianças e famílias reais se desfazem e uma heroína desponta no meio disso tudo, dando um novo sentido a vida de alguns prateados e muitos vermelhos.

Nota: 10/10


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Coroa Cruel

“Descubra o passado sangrento de norta em dois contos que se passam no universo de A Rainha Vermelha.
Duas mulheres – uma vermelha e uma prateada – contam sua história e revelam seus segredos. Em Canção Da Rainha, você terá acesso ao diário da nobre prateada Coriane Jacos, que se torna a primeira esposa do rei Tiberias VI e dá á luz o príncipe herdeiro, Cal – tudo isso enquanto luta para sobreviver em meio às intrigas da corte. Já em Cicatrizes De Aço, você terá uma visão de dentro da Guarda Escarlate a partir da perspectiva de Diana Farley, uma das líderes da rebelião vermelha, que tenta expandir o movimento para Norta –  e acaba encontrando Mare Barrow pelo caminho.”

Autor: Victoria Aveyard
Número de páginas: 163
Editora: Seguinte
Ano de publicação: 2016

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Coroa Cruel é um livro que se divide entre dois contos: Canção da Rainha e Cicatrizes de Aço.
O primeiro conta a trama da prateada Coriane Jacos e o drama que se sucedeu após seu casamento com Rei Tiberias VI e o nascimento de seu filho, o príncipe herdeiro Cal.
Coriane é irmã de um importante personagem na trama de A Rainha Vermelha e é citada em diversas partes da história. Muitas atitudes são motivadas pela jornada dela, e pelas intrigas que a mesma teve que lutar para sobreviver dentro da corte.
Em seu diário, Coriane, uma prateada cantora que tem o dom de conseguir aquilo que quer através da lábia, mostra que até os prateados possuem suas fraquezas.

Cicatrizes de Aço conta a história de Diana Farley, uma importante personagem na história de A Rainha Vermelha antes de conhecer Mare Barrow e sua família.
Você terá uma visão da Guarda Escarlate através dos olhos de uma das líderes da Rebelião Vermelha. Onde eles se levantarão vermelhos como a aurora.
Apesar de ser apenas uma vermelha rebelde, Farley se mostra uma grande mulher e deixa escrito sua história como uma personagem forte e destemida. Que luta pela causa e pelos seus.
Neste conto descobriremos a fórmula da Guarda Escarlate para ter sucesso em um missão.

Ambos os contos são válidos para leitura e esclarecimento de pontos importantes na trama de A Rainha Vermelha. Não aconselho a ler antes do primeiro volume da série, pois é um complemento dos acontecimentos e uma prévia para o que vem no próximo volume.
O livro conta também com um mapa de Norta, e um trecho do próximo volume da saga, para os mais curiosos, que assim como eu queria uma continuação para ONTEM!!

Nota: 9/10


>>>>> S P O I L E R S <<<<<

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Espada De Vidro

“Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar.
O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar.
Quando finalmente consegue escapar do palácio, Mare descobre algo surpreendente: ela não é a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sangue-novos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.”

Autor: Victoria Aveyard
Número de páginas: 494
Editora: Seguinte
Ano de publicação: 2016

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Nesta fase de Mare Barrow, a heroína esta em busca de justiça, lutando por sua liberdade. E se recompondo da sequência de apunhaladas e traições que ela sofreu no desfecho de A Rainha Vermelha.
Depois de Mare descobrir seus poderes e aprender a manipula-los, ela sofre a traição de Maven e sua mãe (que puta de mãe).
Eles permanecem em seu calcanhar com o intuito de calar Mare e continuar com a farsa para a corte – de que ela é uma prateada como eles.
Ela foge com Cal – o príncipe exilado – e seus amigos, em busca de outros vermelhos como ela. Nessa busca Mare descobre que o diferente estava debaixo de seus olhos o tempo todo, só não era capaz de enxergar. Ela descobre que pessoas próximas não são confiáveis e que existem sangues-novos mais próximos do que ela imaginava.
Em uma busca desenfreada por justiça e por um resgate bem sucedido, ela junta forças com a Guarda Escarlate e promete se levantar vermelha como a aurora.

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Se o primeiro livro já foi impressionante, Espada de Vidro consegue ser melhor e te tirar o sono! Tirar sua vontade de sair de casa e ver o mundo real até o término da leitura. Confesso que fiquei chorosa com o final, e com o fato da autora ainda não ter lançado o terceiro livro da série.

Mare sofre demasiadamente nas mãos de Maven e sua mãe, mas também sofre com seus conflitos internos. A escrita retrata bem o estado mental de Mare abalado pela guerra, pelas traições e pelo destino. Com o fato dela ter mostrado uma parte de suas fraquezas para Cal, nós conseguimos identificar que ela ainda tem sentimentos, e que o fato dela ter virado uma carrasca é apenas para se mostrar líder, dona de seu bando.

Não tenho palavras para descrever como esse livro me deixou de boca aberta com as reviravoltas e o universo que Victoria criou para sua série. Ela criou um mapa para que os leitores tenham uma visão melhor das viagens, e isso ajudou demais. Nesse livro as viagens são constantes e a forma como ela descreveu, parecia tudo muito real.

Sem dúvida, uma série eletrizante começou, e eu não vejo a hora de ler a sequência. Que será lançada mais ou menos em Fevereiro de 2017. #oremos!

Nota: 10/10

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