Resenhada: A Sereia – Kiera Cass

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Estava eu plena atrás de algum livro leve, que não fosse denso em escrita, não falasse de assuntos cabulosos, e que tivesse um romance pra dar uma esquentada no coração (já que a vida não ta lá muito boa no setor, seguimos com a ficção fazendo seu papel, rs).
Pensei também que talvez seria interessante dar uma lida em alguma coisa que falasse de Sereias, e lembrei que em alguma Black Friday da vida eu havia comprado “A Sereia” da Kiera Cass (mesma autora de “A Seleção”). Pensei com os meus botões “why not?”.

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Para quem não conhece, Kiera Cass é uma autora Americana que ficou conhecida pela série de “A Seleção”. Particularmente nunca senti atração em ler esta série, mas confesso que seu primeiro título publicado me chamou a atenção não só pela capa (que apesar de simples e clichê, é bem bonita), também me chamou muito a atenção pelo título. Quem me conhece sabe, sou total filha de Poseidon, e tudo que tem relação ou referências ao mar sempre me chama mega a atenção!
Kiera começou a escrever após uma tragédia na cidade em que morava, e por volta de 2009 lançou a história de “A Sereia”. Ela tem um canal no youtube onde faz interação com seus fãs, fala sobre o cotidiano, e sobre seus livros.

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O livro conta a história de Kahlen, uma sereia que foi transformada por volta do século 30 e está presa em um tratado: 100 anos de devoção à Água.
Kahlen foi escolhida pela Água durante um ataque de suas “irmãs sereias” ao navio que estava com sua família, e que resultou em seu naufrágio.
Após este acontecimento a personagem se torna extremamente dedicada a sua causa, e a manter suas irmãs na linha, para que ninguém descubra o segredo das sereias.
Kahlen pouco se lembra de sua vida passada e de sua família biológica. Após 80 anos de devoção à Água ela sente como se fosse sua mãe, e as outras sereias suas irmãs.

Infelizmente Kahlen não sabe lidar com o fato de ser uma sereia e ter que ceifar vidas inocentes. Como em qualquer história de sereias, elas precisam matar humanos com suas vozes. Mas nesta história seria por um bem maior: para alimentar A Água.

A personagem de Kahlen claramente foi construída como a personagem de Bella em Crepúsculo: sem sal, e só dor – até encontrar o grande amor de sua vida.
Confesso que tenho um pouco de ódiozinho de histórias que gostam de vitimizar os personagens principais, e fazem disso um gancho para a história. Isso me decepcionou muito dentro da narrativa, e Kiera Cass pecou em judiar da personagem desse jeito.

Como Kahlen não sabe lidar com seus sentimentos e com o peso de seus atos, ela sempre esta lendo, procurando informações sobre sua espécie, ou coletando informações das pessoas que matou. Ela passa muito tempo em uma biblioteca próxima de sua residência, onde acaba conhecendo Akinli.
Diferente de outras pessoas que se aproximam de Kahlen e suas irmãs (por conta de sua beleza e mistério), Akinli tenta uma aproximação por curiosidade e real interesse na personagem principal.

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A Sereia representa uma decepção considerável em minhas leituras atuais. Esperava muito mais da história, por mais breve que fosse.
Esperava mais fundo para as irmãs de Kahlen, como Padma teve, falando e dando destaque sobre a misoginia que sofria e também sobre a cultura dela. Esperava mais profundidade para a história da própria Kahlen, que falava sempre como sofria horrores com as mortes que causava, mas nunca detalhava nada para te chocar tanto quanto ela se sentia chocada. Parece que faltou emoção nas histórias contadas.
Senti falta de um desfecho com detalhes e emoção. Fiquei tão brava com o final dessa história, que quando terminei fui dividir minha indignação com amigos leitores! Eu esperava muito mais detalhes, e com certeza se Kiera tivesse pensado com um pouco mais de carinho no background da narrativa, seria possível uma continuação da história. Com certeza Kiera não precisaria nem falar sobre Kahlen na continuação, mas sobre a história da Água (que no final poderia ser um personagem incrivelmente interessante), e também o desfecho de suas irmãs. Renderia uma baita série!

Vejo como uma estréia de potencial, mas não vejo uma vontade de realmente contar história por parte da autora. Deixou vários pontos desconexos e o final foi bem previsível.
A história ainda consegue te prender mesmo sendo rasa. A leitura é simples, sem complexidade, e se você for devorador de livros assim como eu, consegue terminar o livro bem rápido (levei 1 semana por conta do trabalho e da vida social, rs). O livro tem 328 páginas com folhas amareladas e um acabamento de bom gosto.

Para a finalidade de uma leitura leve e sem complexidade, foi 100% de aproveitamento. Me deixou decepcionada, porém, curiosa para quem sabe uma continuação. Tenho que dar um leve desconto por ser o primeiro livro publicado da autora, mas confesso que não me deu o start para ler “A Seleção” daqui um tempo.

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Resenhada: O Outro Cão Que Guarda As Estrelas – Takashi Murakami

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Se você chorou muito com o primeiro volume que conta a história do cachorrinho Happy e seu dono, já pode preparar os lencinhos para o volume 2 que sem sombra de dúvida, vai te fazer chorar mais do que o primeiro!

Fiquei bem ansiosa pelo lançamento dessa obra, e lembro que fiquei procurando por DIAS um local que estivesse disponível para venda o mais rápido possível. hahaha

O nome em Japonês da primeira história é “Futagoboshi” e logo na contra-capa você encontra a tradução literal da palavra: “Estrelas gêmeas, refere-se a duas estrelas ligadas gravitacionalmente. Esse é o caso da Sírio, a estrela mais brilhante da constelação de Cão Maior, também chamada de Estrela Binária.”

O Outro Cão Que Guarda As Estrelas conta a história do irmão de Happy, que foi abandonado na rua bem debilitado e quase sem forças para viver.
Até que uma senhorinha o encontra na rua e o leva para casa.
Essa senhorinha (gentilmente chamada de Vovó pelo cãozinho) consegue enxergar no animal a sua própria vida: prestes a acabar. Com o intuito de levar o cãozinho para casa só para ter um final decente, – e ela conseguir acabar com a sua própria agonia – Vovó nem pensa que um animalzinho como aquele pode mudar tanto os seus pensamentos em relação a vida.
Ela realmente percebe que uma companhia pode transformar sua vida, rotina, pensamentos, e coração.

O Outro Cão que Guarda As Estrelas pode ser considerado um dos mangás com melhor roteiro já escrito! Dentro dele nós temos a história da senhorinha que encontra o irmão de Happy, (“Pequeno” como gentilmente era chamado pela Vovó), e também a história de Tetsuo (lembra-se do menininho que roubava a carteira do papai de Happy no primeiro volume?). Ambas as histórias são extremamente bem feitas, e quando você chega no final do mangá parece que tudo foi detalhadamente pensado para te surpreender.

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O Cão Que Guarda As Estrelas e O Outro Cão Que Guarda As Estrelas são histórias combinadas, o segundo mangá claramente é um incremento do primeiro muito bem feito. Mas você precisa prestar bastante atenção para não perder nenhum detalhe, pois as pistas são sutis, e vale a pena você ler o primeiro mais de uma vez para entender o segundo volume.

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A trama foi desenvolvida com o pensamento / fala dos animais, o que da um teor maior de tristeza e inocência para alguns trechos da história.
Confesso que em vários quadros eu parei, coloquei o livrinho no colo, dei uma chorada, respirei, e voltei a ler.
A leitura é super leve, não existe complexidade, mas existe muito sentimento envolvido em cada acontecimento. Realmente eu não indico a leitura para quem estiver em um dia triste.

Confesso que no final eu chorei mais do que deveria e fui tomada pela emoção da história e dos personagens de ambas as histórias.
É uma leitura com forte apelo emocional que te faz refletir sobre os momentos bons da vida, sobre as pessoas que te rodeiam, e sobre o poder que nossos pets exercem em nossa vida e o poder que nós temos sobre a vidinha tão curta deles.
Se você leu o primeiro volume e ficou com dúvidas sobre o segundo aqui fica a minha dica: compre sem medo, é tão (se não mais) incrível quanto o primeiro volume.

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Lançado pela Editora JBC em 2015, O Outro Cão Que Guarda As Estrelas é um mangá em brochura, extremamente bem feito (assim como o primeiro volume), e a capa é incrivelmente linda toda rosinha e cheia de sakuras!

Nota: 10 / 10!

Se você estava em alguma caverna, ou simplesmente não conseguiu ver o post sobre “O Cão Que Guarda As Estrelas”, você pode clicar aqui e dar uma conferida. =)

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Resenha – Soul Rebel: Reviravolta | Kimberly Mascarenhas

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Confesso que no começo a leitura me deixou bem animada, mas no meio da história me deu uma sensação de “para de ler isso, que você vai passar nervoso”.
Não abandonei, e consegui terminá-lo em uma noite. Não me arrependi da maratona e confesso que o final me surpreendeu muito, e deixa um gancho enorme para uma continuação.

Soul Rebel é narrado em primeira pessoa e possuí duas partes. A primeira é focada em Cassidy, uma menina que vive em um colégio católico e vive fugindo com sua parceira Claire. A segunda parte é dividida entre Cassy e Maison, um rapaz barra pesada que você sempre vai ter uma pulguinha atrás da orelha.

Cassidy é uma jovem bem festeira, que vive fugindo e correndo riscos em festas “proibidas” junto com Claire. Mas em uma dessas escapulidas, quando ela volta ao colégio, recebe a notícia do falecimento de sua mãe que estava internada em um hospital psiquiátrico. Cassy não tem nenhum tipo de contato com seu pai, e se vê sozinha sem parentes próximos para lhe acolher neste momento.

Cassy é retirada do colégio por Deborah – uma velha amiga de sua mãe – que deixou clara suas boas intenções em ajudar diante da dificuldade da perda. Deborah luta pela guarda de Cassy, mas tudo fica mais difícil de ser resolvido com seu filho Mason por perto.
Mason não aceita o fato de Cassy estar em sua casa, e acaba estabelecendo limites rígidos de contato com a garota.

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Cassidy acaba passando por situações extremamente perigosas e traumatizantes após a saída do colégio, e como consequência essas situações acabam quebrando os limites estabelecidos por Mason. Após tudo isso Mason e Cassidy acabam se tornando “íntimos” (hmmmm, danadjenhos) e começam a se tolerar.

Soul Rebel é um livro que me fez criar expectativas no começo, mas vários furos apareceram e deixaram a história a desejar.
O fato de Deborah aparecer do nada e não ter um passado contado deixou uma parte muito vaga na história. Não se sabe se ela é do bem ou do mal, e se ela planeja algo além do que realmente parece para Cassy.
Deborah tem uma breve história contada, mas é um personagem que poderia trazer muitos detalhes para a história. Poderia ser um gancho bem explorado dentro do livro para a família de Cassy – que deveria ter mais presença durante o desfecho, ou mesmo introdução da história.
O tempo com que as coisas acontecem também é absurdamente rápido e você não consegue digerir os acontecimentos. A única coisa que deu tempo de digerir foi meu ódio pelo Mason e o passado dele!

Cassy é um personagem totalmente deslumbrado, que não se revolta pelas coisas que acontecem. Não se questiona sobre o desdobramento de não ter ido ao enterro de sua mãe, ou o afastamento de seu pai – e o fato de nunca aparecer – ou talvez o motivo de Deborah estar “presente demais”.
É um personagem raso, que tinha tudo para crescer mas não houve investimento por parte da autora.

Como toda história romântica “Mexicanizada”, Cassy tem que lidar com Alexia, (ex de Mason) que ressurge das cinzas com mil e um argumentos de amor.
Quem me conhece sabe que ODEIO histórias com ex namorada como cenário. Isso vitimiza demais o personagem e me broxa instantaneamente com a leitura. Fora que se trata de um cenário totalmente raso para se explorar, você continua a leitura mais pelo barraco do que pela história em si.

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O final mudou minha perspectiva em relação ao livro, pois foi totalmente blow my mind e deu um desfecho bem bacana para a história – por mais que tenha a abençoada da ex namorada no meio. E o gancho que deixaram para uma continuação é GIGANTE. Inclusive, esse ano (2018) saiu a continuação “Retaliação”, que fiquei bem curiosa para ler, mas não é prioridade na wishlist, rs.

Quanto a diagramação e revisão a editora caprichou, e a capa chama muita atenção. As cores utilizadas são lindas, a arte no geral teve um cuidado generoso. Pena que a história não foi tããããão cuidada assim. Mas vale a pena por ser uma leitura rápida, e também adulta.

Nota: 6,5 / 10
Não chegou no 7 pelos furos na história. =(

Esta resenha também foi publicada no blog Estante Seletiva, e você pode encontra-la clicando aqui!

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Resenhada – Mary E. Pearson – The Kiss Of Deception!

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Lia é a Primeira Filha da Casa Real do Reino de Morringhan. Desde cedo foi doutrinada para seguir uma série de tradições e deveres. Um desses “deveres” seria se casar com o príncipe de Dalbreck – onde seu pai (Rei de Morringhan) tinha como presunção uma aliança para preservar seu reino de uma guerra.
Após assinatura de papéis, a princesa Lia foge de Morringhan e abandona o príncipe – e noivo – de Dalbreck no altar. Causando um grande desconforto entre os reinos – e o quase infarto do rei de Morringhan. Com isso, ela planta um alvo em suas costas, onde sua cabeça é o prêmio mais valioso!
Lia muda de cidade com sua fiel escudeira Pauline, mas sem saber que independente de onde ela vá, todos estão de olhos nela.

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The Kiss Of Deception esta como o melhor livro que eu li no ano de 2017. Talvez eu tenha criado um hype muito alto lendo algumas resenhas onde ele foi ovacionado, e também pela arte da capa (convenhamos, essa capa é M A R A V I L H O S A ), que a Darkside caprichou e manteve como original de lançamento.
Quando comprei este livro, comprei o primeiro e segundo volumes juntos, e posso afirmar que as capas são tão maravilhosas quanto a história. Os detalhes e o cuidado que a Darkside teve com todos os volumes da série são impressionantes!
Sempre que penso em LIVRO DE VERDADE, penso na série The Kiss Of Deception: capa dura, fita de cetim para marcar as páginas, diagramação certeira, peso perfeito, mapa interno para visualização da história, e detalhes de ilustrações na troca de capítulos.

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Não encontrei erros de digitação no primeiro volume, isso comprova ainda mais o capricho e cuidado que a Darkside teve com o volume.
Em alguns capítulos existem trechos dos “Últimos Testemunhos de Gaudrel”, escrita dos “antigos” da trama, onde você começa a encaixar diversas peças do quebra-cabeça dos reinos. A obra foi muito bem elaborada, Mary não deixou a desejar!

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O enredo é envolvendo, e os personagens são marcantes.
Kaden e Rafe são personagens enigmáticos, e que te pregam peças como se você fosse Lia. Diversas vezes me peguei com dúvidas de quem seria o assassino e quem seria o príncipe nessa história.

O emponderamento feminino é bem desenhado na trama, e a força feminina faz com que a história te envolva com uma mistura de alegria e orgulho.
O fato de Lia buscar sua liberdade e uma pessoa que realmente a ame pelo que ela é (e não por um punhado de papéis e por um porto), faz com que o romance também tenha seu espaço bem marcado.

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Rico em detalhes, drama, aventura, fantasia, e romance na medida certa.
The Kiss Of Deception não me decepcionou e deixou um gostinho de quero mais.
Já terminei o segundo e terceiro volumes da trilogia, e em breve volto para contar mais sobre o destino de Lia, Kaden, e Rafe!

Nota: 10 / 10 – FAVORITEI! 

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Esta resenha foi originalmente criada para o blog Estante Seletiva, você pode clicar aqui para ler a versão original!

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Resenhada retorna com: Austin Kleon – Mostre Seu Trabalho!

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Depois de alguns meses eu finalmente voltei para minha terra! hahaha

Fiquei sumida por motivos de: TRABALHO, TRABALHO, TRABALHO, TRABALHO!
Para quem não sabe, trabalho com Produção. E a vida dentro de uma agência (ou algumas) não é nada fácil! Mas em outro momento eu conto os detalhes aqui no blog, porque hoje o papo é outro!

Estou participando de uma TAG literária maravilhosa chamada: Infinistante!
A Tag foi criada com a parceria da Mel (Serendipity), Lominha (Sernaiotto), e Maki (Desancorando).
Descobri o Infinistante através da linda da Mel, e já que acompanho o trabalho dela faz lá seus 5 anos, nada mais junto do que participar deste projeto lindo! =]

Sei que estou totalmente fora do prazo de publicar a resenha (que terminou no dia 28/02), mas o livro é tão incrível, o projeto é tão bacana, que não posso deixar isso aqui guardado comigo.
Juro que vou me programar melhor para os próximos posts relacionados a TAG, para seguir as regras direitinho! ❤

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Quem me conhece sabe que tenho uma árvore genealógica de inspirações, e o Austin Kleon está claramente nela. Quem acompanha o blog provavelmente sabe que eu já fiz resenhas dos primeiros livros dele “Roube Como um Artista” e “Roube Como Um Artista – O Diário”. Quem ainda não leu, mas quer ler, pode clicar aqui, e aqui! =]

Em seu primeiro livro, Austin Kleon aborda o tema do roubo criativo. Ele te ensina em 10 capítulos a fazer um roubo de artista, e passa dicas sobre criatividade.
Considero o “Roube Como um Artista” o meu livro favorito, e que fica sempre na cabeceira da cama, na escrivaninha, ou em lugares de fácil acesso. Pois se trata de uma fonte incrível de inspiração, e deixa bem direto e claro quais caminhos devemos seguir para manter a produtividade e não cair na procrastinação.

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Em “Mostre Seu Trabalho!”, o autor fala como mostrar seu trabalho de forma clara, sem poluição, e sem medo. Pois muitos artistas ainda possuem uma dificuldade enorme em “se vender” e cobrar por aquilo que cria.
O livro possui imagens, desenhos, frases chamativas, que tornam a leitura em algo extremamente leve, e de fácil entendimento.

Como sempre, o Austin deixou a sementinha do bem plantada na minha mente.
Como criativa, ainda tenho muita dificuldade em mostrar o meu trabalho, em parte por vergonha, e parte por aceitação. Alguns amigos sabem que faço ilustrações, mas ninguém nunca vê – por pura vergonha minha em mostrar. hahaha
Muitas pessoas sabem que tenho o blog, mas muitas vezes não passo o link com vergonha do meu conteúdo, ou também com medo do que as pessoas irão pensar sobre minhas palavras.
O Austin deixou claro em seu livro que “quem não é visto, não é lembrado”, e para ser lembrado, você precisa mostrar seu processo de criação, não só o conteúdo final.

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Ele explica como é o processo para se promover sem virar um “spam humano”, como reagir aos trolls e não alimenta-los, como se livrar dos “vampiros de energia”, entre milhares de outras lições. Existem os tópicos complexos, e também as dicas simples (mas que muita gente não segue), como por exemplo: Use corretor nas escritas.
E claro, todas as lições de Austin contém um embasamento e fundamento explicado por trás. Ele cita pessoas, obras, momentos, e lugares. Tudo que é falado no livro tem um porque de estar ali, e uma pessoa que colaborou para que o título tivesse base e sentido.

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Sou mega suspeita para falar, mas o livro é incrível!
Se eu pudesse, presentearia cada um dos amigos criativos com um exemplar da obra. Não só de “Mostre Seu Trabalho!”, mas também de “Roube Como Um Artista”.

Nota: 10/10.

Conheça o trabalho de Austin!

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Tag Literária:
Fevereiro – Mostre Seu Trabalho – Austin Kleon CHECK!

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Resenhada: Ninguém Vira Adulto De Verdade – Sarah Andersen

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Autor:
Sarah Andersen
Número de páginas: 120
Editora: Seguinte
Ano de publicação: 2016

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“Você se considera um diferentão? 
Adora fazer networking para crescer na carreira profissional?
Esta empolgado com os novos desafios da vida adulta?
CREDO, SAI DAQUI!”

Este livro é para o resto de nós. As tirinhas certeiras de Sarah Andersen, que já contam com mais de 1 milhão de fãs no Facebook, registram lindos fins de semana passados de pernas pro ar na internet, a agonia de andar de mãos dadas com alguém de que estamos a fim (e se os dedos ficarem suados?!), a longa espera diária para chegar em casa e vestir o pijama e a eterna dúvida de quando, exatamente, a vida adulta começa.
Em outras palavras, este livro é sobre as estranhezas e peculiaridades de ser um jovem adulto na vida moderna.
A sinceridade com que Sarah Andersen lida com temas como autoestima, timidez, relacionamentos e a frequência com que lavamos o sutiã torna impossível não se identificar com estes quadrinhos hilários e carismáticos.”

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Não me lembro quando exatamente comecei a ler os quadrinhos de Sarah Scribbles na internet. Talvez em meados de 2015. Mas só no final do ano passado comecei a dar uma atenção especial ao trabalho dela e a me reconhecer verdadeiramente em alguns quadrinhos.

Ganhei no Natal o livro dela em português: “Ninguém Vira Adulto De Verdade” e a única coisa que eu falo é: COMPREM!
Eu li todo o livro em mais ou menos 1h e eu tive crise de risos no meio da leitura!
Juro que já quero ler uma segunda vez, para marcar os melhores com post-it e abrir sempre que eu estiver triste ou meio decepcionada com a vida!

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Sarah começou a publicar suas tirinhas em 2013 no Tumblr, depois migrou para outras redes sociais e em 2016 acabou lançando seu primeiro livro: “Adulthood is a Myth”.

Ela fala de assusto rotineiros como depilar as pernas, saber qual blusa você esqueceu de colocar para lavar e o fato de perder calcinhas na época do “mar vermelho”.
O livro aborda diversos assuntos, mas diretamente ligados ao cotidiano feminino. E deixa bem claro que ser mulher é um desafio extra na sociedade.

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 O primeiro livro da Sarah é um conjunto de delicadeza e criatividade em detalhes, onde ela proporciona ao leitor a experiência real em quadrinhos com bichinhos fofos!
Além de tratar tudo com muito humor, ela aborda outros assuntos interessantes como ansiedade, feminismo, e bullying.

Minha dica é: Você tem uma irmã ou prima de uns 14/15 anos fazendo aniversário?
Dê a ela um presente maneiro que vai ajudar super nessa fase de amadurecimento.
Acho que é uma ótima forma de mostrar a ela que todas as mulheres passam pelos mesmos ciclos e sofrem com as mesmas coisas.

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Você pode ver mais quadrinhos da Sarah no Facebook clicando aqui.
E também pode comprar o livro dela clicando aqui e aqui!

Nota: 10,0!

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Resenhada – Precisamos falar sobre Valente, do Vitor Cafaggi

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Você já ouviu falar do Vitor Cafaggi? Não? Pois deveria!
Ele tem incontáveis trabalhos que incluem Turma da Mônica – Laços (da Graphic MSP, que você pode ler minha resenha clicando aqui) e seu novo trabalho, que tive o prazer de ler no aplicativo da Social Comics – e que terá resenha aqui em breve – Duo.tone.
Ele tem também em seu currículo o Valente, quadrinho sobre um cachorrinho adolescente encantador e que te fisga pelo coração (ou pelo estômago, como ele costuma dizer). ❤

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Valente tem uma amiga macaquinha chamada Bu, gosta de RPG, de estar com os amigos, e não dispensa um sanduíche de rosbife! Um eterno apaixonado, resumidamente.
Parece meio infantiloide, mas a trama narra a vida de um personagem de 17 anos, no ápice dos hormônios e das descobertas da vida.
Com ele e a Bu eu aprendi que a comida é nossa melhor amiga na época da fossa! Nada como comer um “rodízio” de empadinhas quando se esta triste. Quando se esta feliz você também pode comer, mas ai você come só uma pra acompanhar a Dama. rs

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O Dudu (sim, o Dudu, aquele do Dudsplay) leu, e eu lembro que na época ele devorou os quadrinhos! Se não me falha a memória, ele leu dois em uma sentada só, e chegou a me ligar para tagarelar como a história era boa e como ele se identificou com o personagem!
Valente é um rapazote muito charmoso, e que não andava lá nos melhores dias de vida. Sabe quando esta tudo parado e nada acontece? Era assim que ele estava.
Até que ele conhece Dama, uma gatinha bem charmosa e que rouba sua atenção e desencadeia uma sequência de acontecimentos e sentimentos na vida do Valente. E olha.. Só lendo mesmo pra ter uma noção de tudo o que acontece na vida dele.

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Valente tem um tom brincalhão mas que aborda todas aquelas situações que nós quando jovens já vivenciamos. E é muito legal ver a forma como ele reage na ida para a faculdade. Como ele se adapta na nova rotina e como ele reage as novas possibilidades.
E ainda mostra como é frustrante quando nossa expectativas não são correspondidas. Não só no amor, mas na vida no geral.

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Todos os quadrinhos foram publicados pela editora Panini Comics, entre os anos de 2013 e 2014. A quantidade de páginas varia de 70 a 100 páginas, dependendo do volume. E a diagramação é bem divertida e proporciona uma leitura rápida e gostosa.

Vou tentar contar um pouquinho de todos os quadrinhos sem dar spoiler ok?

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Valente Para Sempre é a introdução ao mundo do personagem. Lá você conhece a Dama, a Bu, os melhores amigos e fiéis parceiros do RPG e a irmãzinha dele (que é uma fofaaaaaaaaaa).
Nota: 9,0
– Porque tem uma personagem que eu odeio MUITO.

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Valente para Todas já fala sobre a decepção do Valente com a vida amorosa e como ela pode dar reviravoltas incríveis. Vale dizer que, se em um dia muita coisa acontece, imagina em 6 meses?
Nota: 9,0
– Porque passei a odiar MUITO outro personagem. hahaha Sério.

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Valente por Opção mostra a vida de Valente depois de um triângulo amoroso que descambou para o desastre. Como ele lidou com os erros e quais as lições que ele pode usar na faculdade. Confesso que esse volume envolve muito churrasco e me arrancou MUITAS risadas.
Nota: 9,5
– Porque ele sofre muito, coitado!

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Valente Para O Que Der E Vier é uma reflexão do personagem sobre os erros e acertos. E a conclusão de que precisamos ser apenas nós mesmos para impressionar alguém. Se eu tivesse que escolher uma única palavra para descrever o “desfecho” de Valente, seria INCRÍVEL. A delicadeza com que ele fala, a inocência (apesar da idade do personagem), as vontades e o jeitinho ganharam totalmente meu coração.
Nota: 10,0

A arte é linda, os diálogos bem feitos, você não consegue cansar da leitura.
Li todos os volumes em 4 dias, e de segunda a quinta tive ótimas companhias na ida e na volta do trabalho. Obrigada Vitor! =]

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E de quebra, no fim de cada volume de Valente você pode ver a Galeria de Convidados. Onde você encontra diversas ilustrações de amigos e admiradores do Vitor (e do Valente, é claro!).

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E só pra finalizar, você pode tentar comprar os quadrinhos de Valente clicando aqui, aqui e aqui.
Infelizmente não encontrei nenhum site online que tivesse o primeiro volume em estoque. Assim que mudarem esse cenário eu atualizo o post! =]

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