Resenha: Um Mais Um – Jojo Moyes

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Esse é um livro que eu li já faz mais de 2 anos e eu ainda não tive a vergonha na cara de resenhá-lo, mas parando agora, pegando-o na mão e sentindo a leveza da escrita de Jojo Moyes novamente, me deu vontade de contar um pouquinho sobre a história de Jess Thomas e Ed Nicholls.

Como muitos sabem, eu sou suspeita máxima para falar sobre Jojo Moyes, sou superfã, e claramente esta mulher nasceu para nos fazer sofrer e refletir sobre os momentos complicados e tensos da vida.
Partindo desse princípio, podemos imaginar que “Um Mais Um” se trata de um livro triste, mas é bem o contrário. Se trata de um livro fofo, que relata muitos momentos complicados em que nos metemos em grandes problemas mesmo tentando fazer a coisa certa.
E também sobre como o destino é engraçado, e sempre acaba trazendo pessoas e situações incríveis em momentos que você não vê mais luz no fim do túnel.

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Para quem não sabe, “Um Mais Um” recebeu em 2014 uma indicação ao prêmio “Goodreads Choice Awards” de Melhor Ficção, mas acabou perdendo para “Ligações” de Rainbow Rowell (que ainda está na minha pilha da vergonha de livros incríveis não lidos).

Por ser um livro leve, contado em terceira pessoa, com uma escrita simples, e que não possui os sofrimentos habituais da escrita de Jojo Moyes, acredito ser uma ótima oportunidade de conhecer a autora e se deixar levar pela mente criativa dessa mulher incrível!
A capa segue a mesma linha de todas as outras da autora, uma pegada minimalista, porém superfofa e bem cuidada. A diagramação e revisão do livro é bem feita, e quem é leitor assíduo (assim como eu) consegue ler o livro em dois dias – ele possui por volta de 320 páginas.

A trama conta a história de Jess Thomas, uma dona de casa que rala muito para poder sustentar a filha Tanzie e o enteado Nicky – que ficou morando com ela após o chá de sumiço de seu ex-marido.
Tanzie é uma garotinha gênio da matemática, que recebeu uma oportunidade de estudar em uma escola particular através de bolsa de estudos. Nicky é um adolescente gótico meio nublado, que sofre bullying na escola (nível hard), e é viciado em videogames e maquiagem.
Nessa história temos também Ed Nicholls, um milionário do ramo tecnológico que está com a vida aos poucos desmoronando após uma denúncia de práticas ilegais dentro da sua empresa. Além das acusações de ter vazado informações privilegiadas, Ed também esta querendo sumir do mapa para fugir de sua ex-mulher e de sua irmã, que vive cobrando atenção na agenda do milionário para uma visita ao pai.

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“Um Mais Um” começa contando a história de Ed e Jess quando se conhecem. Jess tem uma repulsa absurda pelo tipinho de Ed: milionários. Mas após ele ter se embebedado no pub onde ela trabalha e não conseguir voltar para casa, ela acaba sentindo um pouco de dó e ajudando Ed a voltar em segurança.
Tanzie acabou de receber uma bolsa de estudos em uma escola particular, mas Jess não tem condições de pagar o restante da mensalidade, já que a bolsa não seria integral. Sua única esperança é que a menina vença as Olimpíadas de Matemática (na Escócia!) para conseguir o valor e pagar a diferença da bolsa.
Em um ato de agradecimento e generosidade pelos cuidados de Jess no pub, Ed percebe que Jess está passando por uma situação delicada junto com as crianças (pois ela não tem um carro em condições de fazer a viagem de onde moram até a Escócia) e topa ajuda-la com uma carona até o outro país.

Após enjoos, comidas ruins, engarrafamentos, cenas fortes e risadas no desenrolar da história, o final não é desesperador igual ao “Como Eu Era Antes de Você” – que, aliás, você pode ler a resenha clicando aqui – é uma leitura leve que, confesso, no começo não me deixou muito interessada porque de sofrida já basta a minha vida, hahaha. Mas depois me veio uma sensação de frescor, um olhar diferenciado para os detalhes da vida, e um pensamento de que não importa pelo que estamos passando, as coisas sempre vão melhorar! A vida é assim, é cheia de altos e baixos e essa leitura realmente exemplifica o quanto isso é verdade.

Por ser um livro contado em terceira pessoa, poderia facilmente ter se tornado um clichê contando a história de um homem rico e uma empregada que se apaixonam e pronto. Mas Jojo Moyes teve o poder de falar sobre isso e não ser clichê. Ela trouxe a perspectiva real dos personagens, mesmo quando conta a história por outro ponto de vista.
Toda o drama da história é desenvolvido a partir do início da viagem para ir até as Olimpíadas, e o final seria o resultado de toda a viagem com Jess, Ed, Tanzie, Nicky e o doguinho Norman.

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“Um Mais Um” não se trata de um livro impecável e que é impossível deixar de ler, mas sim de um livro que tem uma bela mensagem e que te inspira a ser uma pessoa melhor.

“Venho martelando na cabeça das crianças por todos esses anos que, se nos preocuparmos com os outros e fizermos o que é certo, tudo ficará bem. Não roubar. Não mentir. Fazer o que é certo. De alguma maneira, o universo vai nos ajudar. Bem, tudo isso é mentira, não é? Ninguém mais pensa assim.”

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Resenhada: A Sereia – Kiera Cass

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Estava eu plena atrás de algum livro leve, que não fosse denso em escrita, não falasse de assuntos cabulosos, e que tivesse um romance pra dar uma esquentada no coração (já que a vida não ta lá muito boa no setor, seguimos com a ficção fazendo seu papel, rs).
Pensei também que talvez seria interessante dar uma lida em alguma coisa que falasse de Sereias, e lembrei que em alguma Black Friday da vida eu havia comprado “A Sereia” da Kiera Cass (mesma autora de “A Seleção”). Pensei com os meus botões “why not?”.

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Para quem não conhece, Kiera Cass é uma autora Americana que ficou conhecida pela série de “A Seleção”. Particularmente nunca senti atração em ler esta série, mas confesso que seu primeiro título publicado me chamou a atenção não só pela capa (que apesar de simples e clichê, é bem bonita), também me chamou muito a atenção pelo título. Quem me conhece sabe, sou total filha de Poseidon, e tudo que tem relação ou referências ao mar sempre me chama mega a atenção!
Kiera começou a escrever após uma tragédia na cidade em que morava, e por volta de 2009 lançou a história de “A Sereia”. Ela tem um canal no youtube onde faz interação com seus fãs, fala sobre o cotidiano, e sobre seus livros.

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O livro conta a história de Kahlen, uma sereia que foi transformada por volta do século 30 e está presa em um tratado: 100 anos de devoção à Água.
Kahlen foi escolhida pela Água durante um ataque de suas “irmãs sereias” ao navio que estava com sua família, e que resultou em seu naufrágio.
Após este acontecimento a personagem se torna extremamente dedicada a sua causa, e a manter suas irmãs na linha, para que ninguém descubra o segredo das sereias.
Kahlen pouco se lembra de sua vida passada e de sua família biológica. Após 80 anos de devoção à Água ela sente como se fosse sua mãe, e as outras sereias suas irmãs.

Infelizmente Kahlen não sabe lidar com o fato de ser uma sereia e ter que ceifar vidas inocentes. Como em qualquer história de sereias, elas precisam matar humanos com suas vozes. Mas nesta história seria por um bem maior: para alimentar A Água.

A personagem de Kahlen claramente foi construída como a personagem de Bella em Crepúsculo: sem sal, e só dor – até encontrar o grande amor de sua vida.
Confesso que tenho um pouco de ódiozinho de histórias que gostam de vitimizar os personagens principais, e fazem disso um gancho para a história. Isso me decepcionou muito dentro da narrativa, e Kiera Cass pecou em judiar da personagem desse jeito.

Como Kahlen não sabe lidar com seus sentimentos e com o peso de seus atos, ela sempre esta lendo, procurando informações sobre sua espécie, ou coletando informações das pessoas que matou. Ela passa muito tempo em uma biblioteca próxima de sua residência, onde acaba conhecendo Akinli.
Diferente de outras pessoas que se aproximam de Kahlen e suas irmãs (por conta de sua beleza e mistério), Akinli tenta uma aproximação por curiosidade e real interesse na personagem principal.

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A Sereia representa uma decepção considerável em minhas leituras atuais. Esperava muito mais da história, por mais breve que fosse.
Esperava mais fundo para as irmãs de Kahlen, como Padma teve, falando e dando destaque sobre a misoginia que sofria e também sobre a cultura dela. Esperava mais profundidade para a história da própria Kahlen, que falava sempre como sofria horrores com as mortes que causava, mas nunca detalhava nada para te chocar tanto quanto ela se sentia chocada. Parece que faltou emoção nas histórias contadas.
Senti falta de um desfecho com detalhes e emoção. Fiquei tão brava com o final dessa história, que quando terminei fui dividir minha indignação com amigos leitores! Eu esperava muito mais detalhes, e com certeza se Kiera tivesse pensado com um pouco mais de carinho no background da narrativa, seria possível uma continuação da história. Com certeza Kiera não precisaria nem falar sobre Kahlen na continuação, mas sobre a história da Água (que no final poderia ser um personagem incrivelmente interessante), e também o desfecho de suas irmãs. Renderia uma baita série!

Vejo como uma estréia de potencial, mas não vejo uma vontade de realmente contar história por parte da autora. Deixou vários pontos desconexos e o final foi bem previsível.
A história ainda consegue te prender mesmo sendo rasa. A leitura é simples, sem complexidade, e se você for devorador de livros assim como eu, consegue terminar o livro bem rápido (levei 1 semana por conta do trabalho e da vida social, rs). O livro tem 328 páginas com folhas amareladas e um acabamento de bom gosto.

Para a finalidade de uma leitura leve e sem complexidade, foi 100% de aproveitamento. Me deixou decepcionada, porém, curiosa para quem sabe uma continuação. Tenho que dar um leve desconto por ser o primeiro livro publicado da autora, mas confesso que não me deu o start para ler “A Seleção” daqui um tempo.

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