Resenha: The Heart Of Betrayal – Mary E. Pearson

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ATENÇÃO! Se você ainda não leu o primeiro volume da trilogia
“The Kiss Of Deception”, aconselho que não siga com a leitura deste post!

Vamos recapitular um pouquinho sobre o final do primeiro livro, para entrar na resenha do segundo volume da trilogia The Kiss Of Deception.
Caso você não tenha lido o primeiro volume ainda, você pode ler a resenha no Lulis Project clicando aqui.
Caso você não tenha problemas com spoiler, seja bem-vindx!

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Olha, antes de qualquer coisa, eu quero dizer que: já fazem 2 ANOS que eu terminei a saga, e eu não tive a decência de vir contar aqui no blog quais são as minhas conclusões.
Eu sei, falhei como blogueira… hahaha

Pois bem…
No final de The Kiss Of Deception, temos Rafe, Kaden, e Lia indo para Venda sob circunstâncias um tanto quanto desgastantes.
Kaden e Lia estão a caminho de Venda junto com uma galera bem barra pesada, e Lia ta comendo o pão que o diabo amassou. Mas ainda assim se depara com pessoas boas e que cuidam dela nestes tempos nublados.
Todo mundo nessa altura do campeonato já tem noção das mentiras que contou, e que não existe um inocente neste momento. Todo mundo tentou tirar vantagem das situações e os três são mais parecidos do que pensam.

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De longe esse é o livro com o início mais descritivo da trilogia, é lento, demora para engatar, e pode deixar o leitor meio entendiado. Temos detalhes da viagem dos personagens, reconhecimento de novas áreas, uma montanha de informação e construção de cenários.
Facilmente você vai ler umas 150 páginas até chegar o momento em que Venda é apresentada e o cenário do plot da história é criado.
Não que isso seja ruim, ta? Apenas uma constatação da minha experiência mesmo.
Mas a recompensa pelo esforço é super válida, e The Heart Of Betrayal merece o título de melhor volume da trilogia The Kiss Of Deception.

Eu realmente gosto muito do primeiro volume, me lembro claramente de ter dado 5 estrelas no Skoob (inclusive fui confirmar), e para o segundo eu dei 4 estrelas e meia – apenas pelo começo que realmente é meio empacado.
O primeiro livro não possui as reviravoltas de The Heart Of Betrayal, e isso é que dá o saborzinho neste volume.

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Agora temos uma Lia em desenvolvimento, uma personagem que está se conhecendo e aprendendo durante todos os momentos dessa história. Afinal, ela precisa sobreviver, e corre risco real no meio de situações desconhecidas.
De princesa indefesa para mulher decidida, forte, que arquiteta sua sobrevivência, e que utiliza muito bem os recursos que possuí para se adaptar ao local hostil em que vive.
É muito legal ver o desenvolvimento dela como pessoa, mas também com o “dom” que foi recém descoberto. rs
Gosto do desenvolvimento de Rafe e Lia durante este volume. Por mais que muita coisa entre os dois fique subentendida, eles ainda estão dispostos a tentar dialogar e tirar o melhor de tudo o que acontece entre eles. O diálogo durante todo esse livro – não só com o Rafe – faz com que a história seja bem mais profunda, e com um background mais elaborado para os personagens.

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Sei que Pauline se trata de uma personagem importante para Lia em toda a trama, mas olha.. personagenzinha que me irrita as vezes! Demora pra funcionar, não vai nem no tranco! Uma personagem extremamente imatura, e que nega a situação por muito tempo.
Sobre Rafe e Kaden… ai ai… neste volume Rafe tem diálogos legais, mas o machismo e como ele é infantil se sobrepuseram em qualquer fala legal dele durante a história.
Ao contrário de Kaden, que eu particularmente desenvolvi um carinho no decorrer da história. Não sem antes passar por umas crises de nervoso, mas nada grave. haha
Meu shipp final é Rafe e Lia, mas o Kaden tem o espaço dele no meu coração sim! =)

Os Vendans (moradores de Venda) realmente me surpreenderam, assim como os novos personagens, e o Komizar com os Rahtans durante a história.
Neste volume temos os dois lados da moeda: o lado do pré-julgamento de pessoas que não conhecemos e dizemos ser más – mas são uns amores. E os casos perdidos que sabemos que são más, e não tem mais jeito mesmo – e nem fazemos questão de tentar pensar diferente.. hahaha.
Gostei muito mesmo de alguns personagens, mas fiz questão de não me apegar em nenhum além dos três principais. Até porque com o nível de amadurecimento da história, fiquei com medo de ter um fim trágico para alguns deles.
Aconselho que se você não leu ainda este volume, faça a mesma coisa. rs

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No decorrer deste volume temos uma Lia e um Rafe tentando escapar das garras de Venda, e não será nada fácil.
Mas eles já estão no lucro, já que são reféns de Venda. Uma vez que o país não faz reféns, se você está lá, é um inimigo, e ainda está vivo.. isso só pode ser vantagem.
Dentro desse cenário vamos desvendar e conhecer muita história boa, e com certeza posso dizer que esse volume foi muito bem trabalhado e valeu sim minha atenção e meu investimento.

Além do conteúdo, a Darkside fez um ótimo trabalho na produção gráfica da peça.
Na mesma linha do primeiro volume, a edição vem em capa dura, com fita de cetim, diagramação, revisão, tradução e detalhes bem trabalhados.
Deixo aqui meus parabéns para a autora Mary E. Pearson, para a tradutora Ana Death Duarte, e para a Darkside pelo trabalho impecável nesta trilogia.
Realmente gostei muito do resultado. =)

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E vocês, já leram algum volume da trilogia?
Se sim, deixa aqui nos comentários para dividirmos a experiência!
Se você ficou curioso e quiser comprar, vou deixar os meus links da Amazon.
Comprando pelo meu link, você me ajuda a manter o blog com uma pequena comissão! =)

The Kiss Of Deception
The Heart Of Betrayal

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Resenha: A Traidora do Trono – Alwyn Hamilton

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ATENÇÃO! Se você ainda não leu o primeiro volume da saga
“A Rebelde Do Deserto”, aconselho que não siga com a leitura deste post!

Você pode começar clicando aqui, e lendo a resenha do primeiro volume da série que já foi publicada aqui no Lulis Project! =]

Este post contém spoilers do final do primeiro volume! 
Agora, se você não se importa com spoilers, seja bem-vindo! =]

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Se você ficou sem ar ao ver Amani no primeiro volume da trilogia, acredite.. A Traidora do Trono vai te deixar assombrado com as coisas que essa garota passa!
Foi como eu falei no post do primeiro volume:

“Que não é fácil ser mulher no mundo é fato, mas A Rebelde Do Deserto vai te mostrar que ser mulher em Miraji é insanidade.”

A Traidora do Trono se passa alguns meses após o término de A Rebelde do Deserto.
Apenas para recapitular a história… todo mundo lembra que Amani finalmente conseguiu sair da sua cidade natal ao lado de Jin, – o forasteiro misterioso – e acabou se enfiando em uma treta maior ainda – que foi a rebelião, e a descoberta de seus poderes de demdji né? Pois bem..
Muita coisa aconteceu no primeiro volume, e esse segundo, confesso que me deixou de coração na mão e lágrimas nos olhos.

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Agora temos uma Amani um pouco mais madura e mais conhecida pelo país de Miraji.
A Bandida de Olhos Azuis acabou caindo nas graças do mundo e virou uma lenda, assim como os djinnis, e os demais mitos que são carregados pelos bem-aventurados no meio do deserto.

Logo no começo da história temos dois capítulos que constroem um background sobre o príncipe rebelde e também Saramotai, que é a primeira cidade onde Amani irá aparecer junto com a rebelião.
Em Saramotai, a rebelião se encontra em uma missão para que o príncipe rebelde possa garantir o seu controle de território após a Batalha de Fahali.
Sim! Aquela batalha que foi o desfecho do primeiro livro, onde Amani luta contra seu irmão Noorsham.

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Nessa cidade temos a descoberta de novos demdjis, novos poderes, e também histórias sobre o povo de Miraji e suas lendas como a de Hawa e Attallah.
Eu particularmente adoro, porque a autora conseguiu criar um background cheio de consistência e profundidade dentro das 440 páginas desse volume.
A história fica cada vez mais rica, e cheia de detalhes. O que te faz querer mais a cada momento – eu mesma engoli o livro em 5 dias!

Descobrimos logo no começo que a relação de Amani e Jin está abalada, e Jin está sumido. Muito babado e confusão rola nesse comecinho até o Jin voltar.
Amani claramente sente muita falta dele, mas não deixa que isso tire o seu foco.
Algo que eu gosto muito, porque ressalta a real causa da protagonista, e chancela sua força e sabedoria pela rebelião.

Sobre o paradeiro de Jin, posso deixar registrado que ele se encontra infiltrado junto ao exército Xichan, que está cercando Miraji, de olho nas fronteiras vulneráveis do Sultão – já que ele tem uma rebelião nas costas para lidar.
Dentro do contexto político o livro também é bem interessante. Ele não se aprofunda MUITO, mas as passagens são bem boas e deixa tudo claro na medida certa.
Não senti falta de nada em especial, e acho que todas as nacionalidades da história foram mencionadas neste volume.
E foi com uma grandeza de detalhes, já que a própria base cultural da história é muito rica.

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Logo após os acontecimentos de Saramotai, Amani e a rebelião voltam para o acampamento rebelde, e lá Amani passa por alguns apuros. Tem um pouco de contato com Jin (que volta das cinzas feito uma fenix), e PLOW!
Acontece o momento onde a história realmente ganha fluxo e segue com uma explosão de acontecimentos.
Amani é sequestrada e vendida ao sultão de Miraji!
Não tão simples assim tá? A coitada sofre bastante até chegar no sultão e altas coisas acontecem – sem spoiler, porque as descobertas são boas demais.
Algumas pessoas que ela gostaria de encontrar novamente aparecem, e nem tudo que reluz é ouro sabe?

A Alwyn Hamilton ARRASOU MUITO na narrativa. No contexto criado para que tudo ficasse bem amarrado durante o sequestro dela, esse plot é muito importante e existem personagens que assim.. fode geral.
Não existem outras palavras para descrever o que acontece sem usar palavrões. Peço desculpas aos envolvidos, mas é isso. hahaha
Nem todos os personagens são bonzinhos nesse livro, fica a dica! =]

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Durante a passagem da Amani pelo palácio, ela realmente sobrevive todos os dias dentro do harém, junto com as outras mulheres do sultão, outros filhos, netos e o sultim.
Ela encontra pessoas que não esperava – o que é uma bela surpresa, e como sempre, consegue se safar de altas tretas.
Mas durante a estadia dela no palácio, o que realmente pega é a convivência dela com o sultão.

Eu achei extremamente inteligente por parte da autora contar o lado dele, o que ele pensa sobre os filhos – e inclusive sobre o príncipe rebelde.
Achei incrível como ficou claro o que acarretaria se o sultão caísse e o príncipe rebelde tomasse o poder de Miraji. Nós acabamos criando uma nova perspectiva da narrativa – uma terceira visão.
E não necessariamente deixamos de torcer pela Amani, Ahmed, e toda a rebelião. Eu na real comecei a ponderar o que realmente valia e não valia o esforço dentro da história, o que é muito legal, pois acabamos entendendo que Amani se encontra na mesma página que o leitor. Ela acaba criando uma terceira visão de tudo, e vê todos os envolvidos de outra perspectiva.

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Como eu vi em algumas resenhas pela internet, em A Rebelde do Deserto nós temos uma história morna, que tem uma mitologia muito mais forte e presente no volume.
Em A Traidora do Trono, nós temos tanto a mitologia quanto a história bem fortes, elas andam juntas e o volume é bem mais encorpado. O segundo volume tem um equilíbrio e consistência muito maior do que o primeiro volume, o crescimento e desenvolvimento da história é palpável.
A Rebelde do Deserto é uma boa introdução para o segundo volume, porque te deixa envolvido com toda a mitologia e o desenvolver da história possui grandes acontecimentos, mas com o espaçamento bacana entre eles para poder respirar e processar tudo.

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Mas assim, o que eu quero mesmo pontuar é o final deste volume.
Minha nossa senhora da bicicletinha atolada, o que foi isso?
Eu tive uma CRISE, e vou contar aqui o motivo.
Eu bem espertinha do jeito que tento ser, tenho uma mania bem feia de enquanto eu leio, dar uma bisbilhotada em capítulos mais avançados – para ler as últimas páginas dos capítulos e tal.
Estava em uns 65% do livro quando fui brincar de bisbilhotar e TOMEI UM SENHOR SPOILER do final.
Então assim, espertinhos, não façam isso em casa! hahahaha
Eu fiquei DEVASTADA com o spoiler, fechei o livro, fui tomar banho, fiquei arrasada.
Voltei para ler e quando cheguei no final do livro, tudo fica de ponta cabeça!
Eu não sei nem descrever como o final desse volume é bom!
Estou extremamente empolgada para o terceiro, que já está comprado, e provavelmente será lido no mês de Julho! #oremos. hahaha

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Acho legal ressaltar que, enquanto o primeiro volume foca muito no desenvolvimento da Amani e na relação dela com o Jin, no segundo volume nós não temos muito disso.
Se você leu o primeiro volume e está interessadx no segundo, não vá com a mente pensando que será uma história de Jin e Amani!
É uma história sobre política, mitos, e outros casais também – além deles.
Esse segundo volume é bem mais complexo e tem um crescimento bem louvável.

Posso dizer sim que “Brazil, i’m devastated”, mas no ótimo sentido!
A Traidora do Trono levou 5 estrelas no meu skoob e um favoritado.
Até o momento foi o livro que mais me surpreendeu em 2020, pois não esperava tanta riqueza, e acho que vale MUITO a leitura.
Espero que o terceiro volume tenha um final tão grandioso quanto o segundo, ou melhor!

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Gostaria de enaltecer neste post não apenas a escrita primorosa e claramente evoluída da Alwyn Hamilton, mas também a tradução e revisão da versão em português feita pela Editora Seguinte.
Parabéns ao tradutor Eric Novello, juntamente com a equipe de revisão de Renato Potenza Rodrigues e Giovanna Serra. Arrasaram e não deixaram nada passar despercebido. =]
Tradução impecável e sem erros, juntamente com uma diagramação confortável que ajuda no flow de leitura.
E edição está realmente linda, a capa roxa com os detalhes em dourado (como o primeiro volume) me deixaram encantada. E nos primeiros momentos de leitura me peguei diversas vezes paquerando o livro ao abrir e fechar o volume.
Espero que vocês gostem tanto quanto eu!

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