Resenha: A Traidora do Trono – Alwyn Hamilton

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ATENÇÃO! Se você ainda não leu o primeiro volume da saga
“A Rebelde Do Deserto”, aconselho que não siga com a leitura deste post!

Você pode começar clicando aqui, e lendo a resenha do primeiro volume da série que já foi publicada aqui no Lulis Project! =]

Este post contém spoilers do final do primeiro volume! 
Agora, se você não se importa com spoilers, seja bem-vindo! =]

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Se você ficou sem ar ao ver Amani no primeiro volume da trilogia, acredite.. A Traidora do Trono vai te deixar assombrado com as coisas que essa garota passa!
Foi como eu falei no post do primeiro volume:

“Que não é fácil ser mulher no mundo é fato, mas A Rebelde Do Deserto vai te mostrar que ser mulher em Miraji é insanidade.”

A Traidora do Trono se passa alguns meses após o término de A Rebelde do Deserto.
Apenas para recapitular a história… todo mundo lembra que Amani finalmente conseguiu sair da sua cidade natal ao lado de Jin, – o forasteiro misterioso – e acabou se enfiando em uma treta maior ainda – que foi a rebelião, e a descoberta de seus poderes de demdji né? Pois bem..
Muita coisa aconteceu no primeiro volume, e esse segundo, confesso que me deixou de coração na mão e lágrimas nos olhos.

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Agora temos uma Amani um pouco mais madura e mais conhecida pelo país de Miraji.
A Bandida de Olhos Azuis acabou caindo nas graças do mundo e virou uma lenda, assim como os djinnis, e os demais mitos que são carregados pelos bem-aventurados no meio do deserto.

Logo no começo da história temos dois capítulos que constroem um background sobre o príncipe rebelde e também Saramotai, que é a primeira cidade onde Amani irá aparecer junto com a rebelião.
Em Saramotai, a rebelião se encontra em uma missão para que o príncipe rebelde possa garantir o seu controle de território após a Batalha de Fahali.
Sim! Aquela batalha que foi o desfecho do primeiro livro, onde Amani luta contra seu irmão Noorsham.

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Nessa cidade temos a descoberta de novos demdjis, novos poderes, e também histórias sobre o povo de Miraji e suas lendas como a de Hawa e Attallah.
Eu particularmente adoro, porque a autora conseguiu criar um background cheio de consistência e profundidade dentro das 440 páginas desse volume.
A história fica cada vez mais rica, e cheia de detalhes. O que te faz querer mais a cada momento – eu mesma engoli o livro em 5 dias!

Descobrimos logo no começo que a relação de Amani e Jin está abalada, e Jin está sumido. Muito babado e confusão rola nesse comecinho até o Jin voltar.
Amani claramente sente muita falta dele, mas não deixa que isso tire o seu foco.
Algo que eu gosto muito, porque ressalta a real causa da protagonista, e chancela sua força e sabedoria pela rebelião.

Sobre o paradeiro de Jin, posso deixar registrado que ele se encontra infiltrado junto ao exército Xichan, que está cercando Miraji, de olho nas fronteiras vulneráveis do Sultão – já que ele tem uma rebelião nas costas para lidar.
Dentro do contexto político o livro também é bem interessante. Ele não se aprofunda MUITO, mas as passagens são bem boas e deixa tudo claro na medida certa.
Não senti falta de nada em especial, e acho que todas as nacionalidades da história foram mencionadas neste volume.
E foi com uma grandeza de detalhes, já que a própria base cultural da história é muito rica.

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Logo após os acontecimentos de Saramotai, Amani e a rebelião voltam para o acampamento rebelde, e lá Amani passa por alguns apuros. Tem um pouco de contato com Jin (que volta das cinzas feito uma fenix), e PLOW!
Acontece o momento onde a história realmente ganha fluxo e segue com uma explosão de acontecimentos.
Amani é sequestrada e vendida ao sultão de Miraji!
Não tão simples assim tá? A coitada sofre bastante até chegar no sultão e altas coisas acontecem – sem spoiler, porque as descobertas são boas demais.
Algumas pessoas que ela gostaria de encontrar novamente aparecem, e nem tudo que reluz é ouro sabe?

A Alwyn Hamilton ARRASOU MUITO na narrativa. No contexto criado para que tudo ficasse bem amarrado durante o sequestro dela, esse plot é muito importante e existem personagens que assim.. fode geral.
Não existem outras palavras para descrever o que acontece sem usar palavrões. Peço desculpas aos envolvidos, mas é isso. hahaha
Nem todos os personagens são bonzinhos nesse livro, fica a dica! =]

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Durante a passagem da Amani pelo palácio, ela realmente sobrevive todos os dias dentro do harém, junto com as outras mulheres do sultão, outros filhos, netos e o sultim.
Ela encontra pessoas que não esperava – o que é uma bela surpresa, e como sempre, consegue se safar de altas tretas.
Mas durante a estadia dela no palácio, o que realmente pega é a convivência dela com o sultão.

Eu achei extremamente inteligente por parte da autora contar o lado dele, o que ele pensa sobre os filhos – e inclusive sobre o príncipe rebelde.
Achei incrível como ficou claro o que acarretaria se o sultão caísse e o príncipe rebelde tomasse o poder de Miraji. Nós acabamos criando uma nova perspectiva da narrativa – uma terceira visão.
E não necessariamente deixamos de torcer pela Amani, Ahmed, e toda a rebelião. Eu na real comecei a ponderar o que realmente valia e não valia o esforço dentro da história, o que é muito legal, pois acabamos entendendo que Amani se encontra na mesma página que o leitor. Ela acaba criando uma terceira visão de tudo, e vê todos os envolvidos de outra perspectiva.

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Como eu vi em algumas resenhas pela internet, em A Rebelde do Deserto nós temos uma história morna, que tem uma mitologia muito mais forte e presente no volume.
Em A Traidora do Trono, nós temos tanto a mitologia quanto a história bem fortes, elas andam juntas e o volume é bem mais encorpado. O segundo volume tem um equilíbrio e consistência muito maior do que o primeiro volume, o crescimento e desenvolvimento da história é palpável.
A Rebelde do Deserto é uma boa introdução para o segundo volume, porque te deixa envolvido com toda a mitologia e o desenvolver da história possui grandes acontecimentos, mas com o espaçamento bacana entre eles para poder respirar e processar tudo.

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Mas assim, o que eu quero mesmo pontuar é o final deste volume.
Minha nossa senhora da bicicletinha atolada, o que foi isso?
Eu tive uma CRISE, e vou contar aqui o motivo.
Eu bem espertinha do jeito que tento ser, tenho uma mania bem feia de enquanto eu leio, dar uma bisbilhotada em capítulos mais avançados – para ler as últimas páginas dos capítulos e tal.
Estava em uns 65% do livro quando fui brincar de bisbilhotar e TOMEI UM SENHOR SPOILER do final.
Então assim, espertinhos, não façam isso em casa! hahahaha
Eu fiquei DEVASTADA com o spoiler, fechei o livro, fui tomar banho, fiquei arrasada.
Voltei para ler e quando cheguei no final do livro, tudo fica de ponta cabeça!
Eu não sei nem descrever como o final desse volume é bom!
Estou extremamente empolgada para o terceiro, que já está comprado, e provavelmente será lido no mês de Julho! #oremos. hahaha

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Acho legal ressaltar que, enquanto o primeiro volume foca muito no desenvolvimento da Amani e na relação dela com o Jin, no segundo volume nós não temos muito disso.
Se você leu o primeiro volume e está interessadx no segundo, não vá com a mente pensando que será uma história de Jin e Amani!
É uma história sobre política, mitos, e outros casais também – além deles.
Esse segundo volume é bem mais complexo e tem um crescimento bem louvável.

Posso dizer sim que “Brazil, i’m devastated”, mas no ótimo sentido!
A Traidora do Trono levou 5 estrelas no meu skoob e um favoritado.
Até o momento foi o livro que mais me surpreendeu em 2020, pois não esperava tanta riqueza, e acho que vale MUITO a leitura.
Espero que o terceiro volume tenha um final tão grandioso quanto o segundo, ou melhor!

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Gostaria de enaltecer neste post não apenas a escrita primorosa e claramente evoluída da Alwyn Hamilton, mas também a tradução e revisão da versão em português feita pela Editora Seguinte.
Parabéns ao tradutor Eric Novello, juntamente com a equipe de revisão de Renato Potenza Rodrigues e Giovanna Serra. Arrasaram e não deixaram nada passar despercebido. =]
Tradução impecável e sem erros, juntamente com uma diagramação confortável que ajuda no flow de leitura.
E edição está realmente linda, a capa roxa com os detalhes em dourado (como o primeiro volume) me deixaram encantada. E nos primeiros momentos de leitura me peguei diversas vezes paquerando o livro ao abrir e fechar o volume.
Espero que vocês gostem tanto quanto eu!

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Resenha: Mitologia Nórdica – Neil Gaiman

 

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Essa foi a minha primeira leitura do Neil Gaiman, e por ser a primeira experiência, fiquei mais do que impressionada!
Para aqueles que não conhecem muito sobre o mundo da literatura, Neil Gaiman é um autor britânico, muito conhecido e respeitado no meio dos contos e romances. E também por suas adaptações para o mundo das telas como roteirista.
Gaiman é muito conhecido pelo seu sucesso Sandman (confesso que ainda esta na minha pilha da vergonha), Deuses Americanos, Coraline, entre outros títulos.

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No estudo das lendas e mitos, a mitologia veio para juntar o real e a ficção, trazer uma história antiga dos valentes de tempos passados, bravos nomes, a criação de lugares sagrados, deuses, demônios, planetas, terra, céu, tudo o que conhecemos, podemos tocar ou não.
A Mitologia Nórdica é a minha favorita entre todas as existentes, conheço muitas histórias, contadas de diversas formas e por vários autores, e cada vez busco expandir mais o conhecimento sobre o tema. Como muitos sabem, as histórias nórdicas são repassadas de geração em geração, e são adaptações desde a primeira história contada.
Ela basicamente funciona como um grande telefone sem fio, cada um vai contando do jeito que lhe é conveniente.
Neil Gaiman deixa isso registrado no seu prefácio, falando inclusive para que seus leitores conheçam essas histórias, se apropriem delas, e depois contem para os amigos e família à sua maneira.

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O livro Mitologia Nórdica de Gaiman mostra que foi feito com muito carinho, uma vez que os contos são bem escritos, curtos, mas sempre ricos em detalhes. Tive a sensação de que o livro foi escrito com o essencial para conhecimento da história.
A leitura é leve, simples, e rica.
A edição inicial lançada pela Intrínseca é linda! Capa dura, diagramação muito bem trabalhada, acabamento primoroso e tradução sem defeitos.

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Analisando como uma fã de Mitologia Nórdica, acredito que o livro acabou quando tinha que acabar e que o essencial foi escrito.
Porém, entendendo um pouquinho sobre o potencial do autor e também toda a riqueza das histórias nórdicas, acredito que uma edição de 600 páginas poderia facilmente ser criada, e seria muito bem aceita no mercado e pelos fãs do autor.

No livro vamos encontrar histórias sobre os principais personagens e acontecimentos da história nórdica:
Thor, Loki, Odin, os clãs Aesir e Vanir, Asgard, e até Ragnarok.
Todos tiveram seu momento escrito com maestria, Loki inclusive recebeu holofote por parte de suas crias, uma das histórias que mais me alegrou e deixou vidrada. Conta como o martelo de Thor foi criado. Por qual motivo os deuses não vão com a cara de Loki. E também as verdades por trás do Ragnarok.
Inclusive, recomendo muito a leitura do livro e depois a dedicação de umas horinhas para a série “Ragnarok” da Netflix. Muitas histórias abordadas no livro são bem feitas na série, parece até que foi baseado nos contos de Gaiman.

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Para aqueles que não conhecem a história, é uma ótima pedida para iniciar neste mundo nórdico.
Incrível para entender que mesmo com toda a devoção do povo nórdico, até os deuses são vulneráveis. Apesar de fortes, eram humanos e suscetíveis a erro, dúvida, insegurança, vaidade, e a famosa maldade.

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Resenhada: A Rebelde do Deserto – Alwyn Hamilton

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Que não é fácil ser mulher no mundo é fato, mas A Rebelde Do Deserto vai te mostrar que ser mulher em Miraji é insanidade.

Amani Al’Hiza é uma menina pobre e órfã do deserto de Miraji, uma garota de dezesseis anos, atiradora talentosa, que não consegue escapar da Vila da Poeira sozinha. Uma cidadezinha no último condado que lhe oferece um futuro com casamento arranjado e uma vida submissa junto ao seu novo “dono”. Para ela, ir embora deixou de ser um desejo e se tornou propósito de vida.

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Após a morte de seu padrasto e sua mãe, Amani foi morar com seu tio desprezível,  suas mulheres, e as diversas filhas, tudo para não ter um fim como de seus pais. Após a morte de sua mãe, ela sonhava acordada com Izman, a capital onde poderia encontrar sua tia e tentar ter uma vida diferente do que aquela que tinha na Vila da Poeira.
Para isso, Amani precisaria de dinheiro, e já que tinha uma boa mira, decidiu se vestir de menino e ir para a cidade vizinha na calada da noite para participar de um concurso de tiro.
O que Amani não sabia é que lá conheceria Jin, um forasteiro procurado pelo Exército do Sultão, acusado de ser um traidor. Com isso, ela acaba também se tornando um alvo em movimento, já que consegue deixar sua cidade para descobrir o deserto e seus mistérios junto ao forasteiro Jin.

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A Rebelde do Deserto se trata de um livro que inicialmente me chamou a atenção pela capa – não nego! rs
Quando comprei achei que a história tinha grandes chances de ser fraca e eu cai literalmente do cavalo, já que ela foi crescendo e agora estou órfã de leitura, querendo o próximo volume!
A personagem é totalmente decidida, que luta pela igualdade, pela sua liberdade, e seus ideais. É o tipo de leitura que me chama a atenção, e não havia colocado fé alguma na leitura até descobrir como Amani poderia ser “badass” no decorrer da história.

No começo achei o livro um pouco travado, confuso, já que haviam várias cidades com nomes estranhos, os personagens também possuem nomes estranhos e alguns são parecidos. Fiquei confusa e até um pouco broxada – até a parte que o seres místicos começaram a aparecer. Da metade para o final do livro é um pulo, já que ele te prende e tudo o que poderia ser inimaginável acontece assim em 3, 2, 1.

Achei incrível o fato de diversos personagens masculinos levantarem a bandeira da igualdade de gêneros no livro. Ainda mais um deles sendo do alto escalão e sendo uma pessoa que pode fazer diferença na história não só da personagem, mas sim de todas as personagem femininas da trama.

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Não havia lido nada da Alwyn Hamilton, mas fiquei muito contente com a primeira leitura. Realmente satisfeita com a escrita fluída, com a riqueza de detalhes, a mensagem sútil, porém direta que foi escrita. A Rebelde do Deserto foi sua estréia como autora, e o título foi indicado como Melhor Estréia de Autor no GoodReads Choice Awards.
E apesar da autora ser um fenômeno, fui rabuda o suficiente para comprar meu exemplar durante a Bienal do ano passado (não tenho certeza, mas acho que foi 2018), e junto com ele ter um poster com uma ilustração da Amani e autografado pela autora. Vou deixar umas fotinhos para recordação dessa surpresinha! ❤

No geral a tradução e revisão do texto foi bem feita, prezando sempre os detalhes e os nomes reais dados pela autora. Não encontrei erros gramaticais ou qualquer coisa desconfortável durante a leitura. Se trata de uma leitura leve, e a diagramação faz com que o andamento seja mais instintivo ainda. Sou suspeita para falar, mas normalmente as revisões da Editora Seguinte são 10 / 10 rainha sem defeitos né?
*Alou Seguinte, patrocina a genteney!*

O desfecho do livro é bem surpreendente, cheio de aventura, descobertas, e não é nada premeditado. Gostei muito pois todas as ideias que eu tinha de final, e toda a visão que eu tinha da história caiu por terra. Foi uma surpresa muito boa, e realmente me deixou com muita vontade de conhecer mais as histórias de Amani, Jin, e os djinnis.

“O deserto faz parte de mim”

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